Universidades suíças estão entre as mais inovadoras da Europa

A EPFL possui até mesmo o seu próprio Parque de Inovação Keystone

Cinco instituições suíças entraram no ranking da Reuters das universidades mais inovadoras da Europa. A comunidade acadêmica celebrou a notícia, afirmando que a abertura e as grandes redes de universidades suíças promovem a criatividade e a excelência.

Este conteúdo foi publicado em 25. abril 2018 - 14:48

Os dois institutos federais de tecnologia da Suíça entraram no 'top ten' do ranking da Reuters, que “identifica e agradece às instituições de ensino que mais fazem para promover a ciência, inventar novas tecnologias e potencializar novos mercados e indústrias”.

A Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) ficou em quarto lugar (subiu um posto em 2017) e o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich) ficou em décimo (também uma posição para cima), disse a Reuters na quarta-feira. As outras três instituições suíças encontram-se entre as 100 primeiras.

O primeiro lugar foi conquistado pela KU Leuven, uma escola de língua flamenga localizada na região da Flandres, na Bélgica, pela terceira vez consecutiva.

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Uns sobem, outros descem

Mas mesmo que os "suspeitos usuais" dominassem o ranking dos mais inovadores, a incerteza política pode estar causando uma grande mudança em relação à inovação, observou a Reuters. Observadas por país, as 23 universidades alemãs da lista de 2018 aumentaram em 23 pontos acumulados - mais do que qualquer outro país. A Suíça foi a segunda neste quesito, com cinco universidades subindo um total de oito posições.

Por outro lado, as 21 universidades da lista do Reino Unido registraram uma queda total de 35 posições.

A Reuters disse que a iminente saída do país da União Européia - daqui praticamente um ano - já estava tendo consequências, com alguns membros da comunidade científica possivelmente já deixando o Reino Unido para instituições continentais. O ranking da Alemanha foi impulsionado pela postura pró-ciência do governo.

Os países menores também podem se sair bem em inovação: a Bélgica tem mais universidades inovadoras 'top 100' per capita do que qualquer outro país na Europa, enquanto a Suíça vem em segundo lugar nessa métrica, acrescentou a Reuters.

Martina Weiss, secretária-geral da organização suíça swissuniversities, disse que é sempre um prazer quando os esforços dos institutos suíços de ensino superior são reconhecidos.

“As universidades suíças são um fator chave para a inovação na sociedade e na economia”, disse ela à swissinfo.ch por e-mail. “O fato de a área de educação e pesquisa suíça estar bem conectada e aberta promove a criatividade e a excelência.”

Por sua vez, a EPFL comentou: "Estamos felizes em ver que os nossos esforços para a inovação - a terceira missão da escola após a educação e pesquisa - são reconhecidos nos padrões internacionais", disse seu presidente Martin Vetterli. "O desempenho geral das universidades suíças nesse ranking é muito positivo para um país pequeno como o nosso".

Nada de novo

Os dois principais institutos federais suíços já estão acostumados a se sair bem em classificações internacionais.

Em fevereiro, também foi estimado que a EPFL e a ETH Zurich juntas respondem por cerca de 100.000 empregos e agregam 13 bilhões de francos suíços (US$ 13,2 bilhões) à economia.

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