O corpo de um soldado israelense com múltiplos sinais de esfaqueamento foi encontrado nesta quinta-feira (8) nas proximidades de um assentamento de Israel na Cisjordânia, um crime classificado como "terrorista" pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

"Nas primeiras horas da manhã, foi encontrado o corpo de um soldado com marcas de facadas perto de uma comunidade (judaica) ao norte de Hebron", afirma um comunicado militar.

Segundo o Exército, o corpo de Dvir Sorek, de 19 anos, foi encontrado na área de Gush Etzion, entre as cidades de Belém e Hebron.

O Exército de Israel indicou que soldados, policiais e membros do Shin Bet – o serviço de informação interna - estavam inspecionando a área.

Em nota, Netanyahu atribuiu a morte a um "maldito terrorista".

O soldado estudava em uma yeshivá, um centro de ensino dedicado ao Torá, como parte de um programa que combina estudos religiosos e serviço militar.

"Ele foi a Jerusalém durante a tarde para comprar um presente para seus professores", afirmou o diretor da escola, o rabino Schlomo Wilk.

"Trinta minutos antes de ser assassinado estava em contato conosco, quando estava em um ônibus a caminho da yeshivá", completou.

"Mas, a 100 metros do ponto de ônibus, antes de entrar na comunidade, foi assassinado", completou.

Dezenas de soldados e policiais entraram na aldeia vizinha palestina de Beit Fajjar e foram de casa em casa para apreender câmeras de segurança, segundo um jornalista da AFP no local.

Gravações de vídeo podem ajudar a identificar os movimentos de suspeitos em potencial.

No momento, o Exército não se pronunciou sobre as exatas circunstâncias da morte, apesar das declarações de Netanyahu, que se encontra em campanha pelas eleições legislativas de 17 de setembro.

"Hoje um dos nossos melhores filhos caiu ... Estes terroristas distorcidos vêm para destruir enquanto estamos aqui para construir", disse Netanyahu, durante uma visita ao assentamento judaico de Beit El, para assistir à inauguração de 650 novas moradias.

Em um comunicado, o grupo palestino armado Jihad Islâmica armada saudou, sem assumir a autoria, a morte do jovem soldado israelense. Considerou o ato uma "resposta legítima" à colonização na Cisjordânia.

O crescimento de colônias judaicas, onde residem atualmente mais de 600.000 israelenses, está no centro de fortes e frequentes tensões com os quase três milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia.

No início desta semana, as autoridades israelenses aprovaram a construção de mais de 2.300 casas na Cisjordânia e a legalização de três colônias até agora não oficialmente reconhecidas pelo Estado hebreu.

Em andamento desde 1967, a colonização israelense da Cisjordânia acelerou nos últimos anos sob o impulso de Netanyahu e de seu sócio em Washington, Donald Trump.

O presidente americano reorientou sua política regional em favor de Israel, reconhecendo Jerusalém - reivindicada por palestinos e israelenses - como a capital do Estado hebreu. Também cortou recursos para os palestinos.

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