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Sri Lanka: negociações de paz em Genebra

Música e dansa trandicionais são tocadas em Colombo durante manifestação pela paz. Keystone

As negociações entre o governo do Sri Lanka e os rebeldes do Tigres da Liberação do Eelam começam hoje (22.02) em Genebra.

Este conteúdo foi publicado em 22. fevereiro 2006 - 15:37

Intermediadas pela Noruega, os encontros são os primeiros a serem realizados nos últimos três anos. Choques entre tropas governamentais e terroristas são cada vez mais freqüentes.

O principal objetivo do encontro em solo helvético é debater e reforçar o cessar-fogo assinado, já graças a intermediação da Noruega, em 2002.

Martin Stürzinger, conselheiro para a construção da paz na embaixada helvética em Colombo, confirma à swissinfo que o papel da Suíça, como país anfitrião das negociações, é estritamente de organização.

- A Suíça apóia o processo de paz fornecendo o local e a infra-estrutura do encontro. Isso ocorre dentro da lógica de nosso engajamento pela paz, direitos humanos e desenvolvimento do Sri Lanka - afirma.

Segundo a imprensa do Sri Lanka, os debates serão realizados no Instituto Ecumênico de Bossey em Céligny, um vilarejo distante apenas vinte quilômetros de Genebra.

No comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores da Suíça, a ministra Micheline Calmy-Rey, assegura que o país fará tudo possível para que o encontro possibilite uma solução aceitável às duas partes.

Cessar-fogo

O comunicado saúda também a redução do número de violações do tratado de cessar-fogo desde que foi anunciado em 25 de janeiro a realização do encontro. Segundo observadores internacionais, as negociações em Céligny podem ser a última chance de evitar uma guerra civil no Sri Lanka. Erik Solheim, intermediador norueguês, qualifica o encontro de um "passo pequeno, mas importante ao retorno da paz".

Os líderes do grupo rebelde Tigres Tâmeis, declaram que estão interessados no cessar-fogo, mas alertam para o perigo do insucesso das negociações e da volta ao combate armado.

A guerra civil entre as etnias cingalesa e a minoria tâmil iniciou-se em 1983 e vigora ainda nos dias atuais. Ela tem causado danos não apenas à população civil, mas também à economia do país. Até o início dos anos 90, o Sri Lanka era o maior exportador mundial de chá, e esta guerra fez com que os investimentos na cultura do chá (na maior parte financiada por companhias britânicas) declinassem ano a ano. O turismo, apesar de ainda figurar como uma importante fonte de divisas, também sofre com o conflito.

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapakse, já declarou não irá aceitar a criação de um país independente para os tâmeis, porém estaria disposto a discutir uma partilha do poder.

swissinfo com agências

Fatos

As negociações entre o governo do Sri Lanka e as forças rebeldes se realizam em Céligny, nas proximidades de Genebra, entre 22 e 23 de fevereiro.
O governo do Sri Lanka enviou uma delegação de sete pessoas, dentre elas o ministro da Saúde, Nimal Siripala de Silva, que também chefia o grupo.
A delegação dos Tigres Tâmeis é chefiada por Anton Balasingham, veterano de várias negociações, e inclui também S. P. Thamilselvan, líder político do movimento de liberação.

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Breves

Mais de 35 mil tâmeis vivem na Suíça, um número que coloca o Sri Lanka numa posição importante da política externa suíça.

A Suíça e a Alemanha financiam um centro que aconselha o governo do Sri Lanka na resolução pacífica do conflito com a guerrilha.

As delegações do governo e dos rebeldes do Tigres de Liberação do Eelam visitaram a Suíça para estudar seu modelo de governo federalista.

A Suíça participa também dos esforços de desminagem do Sri Lanka. Essas ações encorajam o retorno das pessoas expulsas das suas terras pela guerra civil.

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