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Suíça é supermercado de armas (III)

Feira de armas em Luzerna, 4 de abril de 2003: antes da compra, é importante testar a mira (foto: Alexander Thoele)

(swissinfo.ch)

Governo suíço prepara uma nova lei de armas. Se aprovada o comércio entre particulares exigirá a entrega de uma autorização de compra. Negociação de armas na Internet será proibido.

Professor de Lausanne acredita que é importante restringir o acesso às armas. Pesquisas mostram que mais de 77% da população suíça aprova regras mais restritas no comércio de armamento.

Para acabar com o chamado "supermercado" de armas na Suíça, o governo federal apresentou, em setembro de 2002, um novo projeto de lei que está atualmente em discussão no Parlamento. Ela prevê várias mudanças que tornarão mais difícil o acesso às armas.

Caso a lei seja aprovada, também particulares precisarão apresentar uma autorização de compra na hora da transação. Os dados do documento estarão registrados no contrato. O comércio anônimo na internet ou através de anúncios de jornal será proibido.

Outras armas passarão a ser proibidas: armas de tiro em série (metralhadoras e fuzis automáticos). Réplicas de armas e as chamadas "soft-air-guns" passarão a exigir uma autorização de compra.

"Quanto mais armas, maiores os riscos"

Autoridades policiais acreditam na importância de limites. "É tudo uma uma questão de lógica: quanto mais armas estiverem em circulação, maior é a probabilidade de acidentes ou mortes", afirma Jürg Bühler, do Departamento Federal de Polícia.

Membro da comissão que elaborou o projeto de lei e crítico das organizações que defendem uma liberdade na possessão de armas como a "Pro Tell", o professor Martin Killias da Universidade de Lausanne, também acredita que é necessário reduzir o número de armas na Suíça.

"Mesmo se a Suíça tendo uma taxa de criminalidade pouco mais baixa do que a Européia, sua média de homicídios está acima da média. No caso dos suicídios, o país encontra-se no topo".

O acadêmico acredita que o melhor caminho não é a proibição geral de armas de fogo. "Preferimos continuar com certas liberdades, pois o Estado acredita no bom senso dos suíços. Por que não aceitar que os cidadãos, em geral, são capazes de dar provas de responsabilidade?".

Killias mostra que até a comparação entre a Suíça e os Estados Unidos, lembrando o grande número de tragédias provocadas pela política americana liberal na compra e porte de armas, seria incorreta. "Enquanto que a liberdade de possuir e carregar armas nos Estados Unidos vem de uma tradição de hostilidade em relação ao governo eleito, na Suíça essa aversão ao Estado nunca existiu."

Maior parte dos suíços apóia leis mais rigorosas

O professor suíço acredita que existem vários caminhos para assegurar a segurança pública sem proibir armas de fogo. "O mais indicado é praticar uma espécie de elitismo na seleção dos candidatos a posse de armas de fogo". E como exemplo prático ele sugere que sejam limitadas a venda de munição. "Enquanto que as armas continuam sempre mortais, as balas têm data de validade. A não ser por auto-defesa ou esporte, por que alguém quer ter grandes quantidades de bala em casa?".

Os suíços parecem convencidos de que armas representam grandes perigos. A revista mensal "Facts" publicou em 2001 uma pesquisa sobre o assunto. Ela mostra que 77% dos suíços apóiam leis mais severas em relação às armas de fogo.

swissinfo, Alexander Thoele

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