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Suíça ainda acredita em paz na Colômbia

Tanques do exército colombiano nas ruas de Bogotá

(Keystone)

As negociações entre o governo e as FARC - Forças Revolucionárias da Colômbia - estão novamente num impasse, antes das eleições legislativas e presidenciais. Os mediadores suíços continuam otimistas.

"Na Colômbia, nada acontece segundo a racionalidade ocidental". Essa é a posição do embaixador suíço em Bogotá, Viktor Christen, expressa ao sair de uma audência com o presidente da República, Andrés Pastrana, quinta-feira.

Temor de retomada da guerra civil

Depois de 3 anos de negociações com os movimentos guerrilheiros ELN e Farc, o presidente colombiano ameaçou rompê-las e deu um prazo de 48 horas para as Forças Revolucionárias da Colômbia deixarem a zona desmilitarizada que ocupam no sul do país.

Equivalente à superfície da Suíça, essa zona foi aceita pelo governo no início das negociações. Embora Pastrana não tenha precisado a ordem de evacuação, as Farc começaram a deixar a região, quinta-feira.

A ameaça de ruptura das negociações provocou o temor de uma retomada da guerra civil e dos atentados, e suscitou previsões pessimistas da imprensa colombiana.

"Senti que a vontade de negociar continua", afirmou o embaixador suíço depois do encontro com Pastrana. A Suíça faz parte do grupo de 10 países que formam a "comissão facilitadora" do processo de paz na Colômbia.

Contexto de eleições

"As negociações são feitas entre colombianos. Nós nos contentamos de acompanhá-las mas é a primeira vez que a comunidade internacional pode intervir nesse conflito de quase meio século", explicou Vicktor Christen.

Além do atividade diplomática da Suíça, várias ONGS suíças têm propostas para a proteção da sociedade civil no conflito colombiano. Além disso, Berna apóia o trabalho da Cruz Vermelha Intercional (CICV) na promoção do direito humanitário.

O atual impasse nas negociações tem a ver com a agenda eleitoral colombiana, com eleições legislativas, em março, e o primeiro turno das presidenciais, em maio.

swissinfo e agências

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