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Suíça bloqueia contas suspeitas de corrupção na Sudam

Entre muitas contas bloqueadas em Genebra está as do dono da Prestimus Consultoria

(Keystone Archive)

Duas contas estão bloqueadas num banco de Genebra no valor de mais de 1 milhão de dólares. Documentos foram entregues pelo Ministério suíço da Justiça à embaixada do Brasil em Berna. O caso está ligado ao ex-senador Jader Barbalho e à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia.

As contas bloqueadas em Genebra são de Ricardo Jerônimo Mello, um dos donos da Prestimus Consultoria, de São Paulo, uma das empresas investigadas no esquema de corrupção da Sudam em Tocantins.

Brasil precisa fornecer documentos

As contas estão bloqueadas desde o ano passado mas o nome do estabelecimento não foi revelado porque as investigações não terminaram.

Nos últimos dias, o Ministério suíço da Justiça obteve os documentos bancários requisitados e encaminhou-os, sexta-feira, à embaixada do Brasil em Berna.

Os documentos são acompanhados de uma sugestão para que o Brasil faça um pedido de colaboração judiciária à Suíça, a fim de provar que o dinheiro é de orígem ilegal.

Financiamento da Sudam

A embaixada do Brasil em Berna confirmou à swissinfo o recebimento da documentação e precisou que ela será enviada ao Itamarati no início da próxima semana, através do malote diplomático, e posteriormente encaminhada ao Ministério da Justiça.

A Polícia Federal brasileira investiga as atividades de uma série de empresas que têm projetos em Tocantins, financiados pela Sudam, Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia.

10% para Jader

A Prestimus Consultoria teria montado pelo menos 22 dos 274 projetos aprovados em Tocantins, nos últimos 4 anos.

As denúncias de corrupção foram feitas pela coletora da Secretaria da Fazenda de Paraiso de Tocantins, a 70 km da capital Palmas, Eliana Pereira. Segundo ela, 10% dos recursos desses projetos eram diretamente destinados ao ex-senador Jader Barbalho.

Não há prazo para desbloquear as contas em bancos suíços, quando congeladas por ordem da justiça. No entanto, o pedido colaboração judiciária costuma ser feito rapidamente, desde que bem fundamentado e com provas sobre a orígem ilegal do dinheiro bloqueado.

Claudinê Gonçalves

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