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Suíça continua a apostar em acordo na OMC

Para a Suíça, o impasse do ciclo de Doha não deve ocultar os sucessos da OMC. Keystone

O governo federal está pronto a se engajar para concluir as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). Pretende ampliar os acordos de libre-comércio e voltar-se para os países emergentes.

Este conteúdo foi publicado em 16. janeiro 2007 - 12:38

O Brasil, a Rússia, a Índia e a China tornaram-se prioridade para o governo suíço, como indica o relatório de política econômica exterior 2006.

O relatório sobre a política econômica externa 2006, que o governo enviou recentemente ao Parlamento, indica que a Suíça está pronta a contribuir "de maneira importante" para o sucesso final do ciclo de Doha.

As regras internacionais da Organização Mundial do Comércio (OMC)restam, de fato, de uma "importância fundamental" para a Suíça, apesar dos bloqueios atuais.

"Não se pode questionar de maneira leviada as vantagens do sistema da OMC por causa do fracasso provisório das negociações", nota o comunicado do Ministério da Economia.

Acordos de livre-comércio

A Suíça considera que a via multilateral é sempre a melhor mas o governo, conforme sua estratégia de política econômica exterior, negocia acordos de livre-comércio para permitir que as empresas suíças tenham acesso a certos mercados em condições similares às da concorrência européia, americana ou japonesa.

Três acordos de livre-comércio da AELE - Associação Européia de Livre Comércio -da qual a Suíça é membro, entraram recentemente em vigor com a Tunísia, Coréia do Sul e Líbano.

Acordo similar será assinado com o Egito no primeiro semestre de 2007. Outro entrará em vigor nos próximos meses com a União Aduaneira Sul-Africana (SACU).

Acordos com parceiros menos importantes

No entanto, Berna ainda não concluiu um acordo bilateral de livre-comércio com a maioria de seus parceiros comerciais, mesmo importantes como os Estados Unidos e o Japão.

As negociações estão em andamento com o Canadá, a Tailândia e o Conselho de Cooperação do Golfo. Outras estão em fase de preparação com Argélia, Indonésia, Peru e Colômbia.

Com o Japão, as discussões ainda estão na fase exploratória, enquanto a Suíça deve se contentar, por ora, de um fórum de cooperação bilateral com os Estados Unidos, depois do fracasso das discussões para um acordo, no início do ano passado.

Países emergentes

O Ministério da Economia vai também elaborar estratégias específicas para os países emergentes reunidos no grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Esses quatro países têm uma influência crescente no crescimento da economia suíça. As importações representavam apenas 2,4% do volume total das importações em 1995, e eram de 3,3% dez anos depois. Quanto às exportações suíças para esses países, atualmente de 4,7% do total, com crescimento de 67% entre 1995 e 2005.

A participação do Brasil, Rússia, Índia e China no comércio mundial, atualmente de aproximadamente 10%, praticamente dobrou desde 1995.

swissinfo com agências

Breves

Os 149 membros da OMC negociam uma maior liberalização do comércio internacional no chamado Ciclo de Doha, iniciado em 2001.

As negociações, com novo prazo para a assinatura de um acordo no primeiro semestre 2007, estão bloqueadas pela agricultura.

Em dezembro de 2005, em Hong Kong, os ministros os ministros concordaram com o prazo de 2013 para a supressão das subvenções às exportações de produtos agrícolas.

Os países ricos se comprometeram a não tarifar 97% dos produtos originários dos países mais pobres.

A Suíça tem uma posição defensiva nas negociações agrícolas, mas milita pela liberalização dos serviços e pela diminuição de tarifas dos produtos industriais.

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Livre-comércio

É um sistema de comércio internacional baseado na redução dos controles alfandegários a fim de favorecer a livre circulação de bens e serviços.

A Suíça segue essa política há muito tempo. Entrou, por exemplo, na Associação Européia de Livre-Comércio (AELE) em 1960.

A maioria dos Estados membros da AELE deixaram a organização para aderir à União Européia. Mas a Suíça não aderiu à UE, preferindo concluir acordos bilaterais.

A AELE (Suíça, Liechtenstein, Islândia e Noroega)também concluiu acordos de livre-comércio com paises não europeus como Chile, Israel e Congapura.

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