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Suíça defende criação de um Estado palestino

Jenö Staehelin, embaixador da Suíça junto à ONU, em Nova York.

(Keystone)

O embaixador suíço na ONU reiterou a posição do país, criticando o terrorismo de grupos palestinos mas também o uso "indiscriminado e desproporcional" da força por Israel.

A Suíça sempre defendeu o direito de Israel a viver em paz e em segurança mas também a criação de um Estado palestino.

Apesar das atenções da imprensa estarem voltadas para as inspeções da ONU no Iraque, para o governo suíço a preocupação maior continua sendo a questão israelo-palestina.

Estado independente e viável

Em dabate sobre o Oriente Médio, segunda-feira, na Assembléia Geral em Nova York, o embaixador Jenö Staehelin, chefe da missão permanente suíça junto à ONU,
reiterou a posição da Suíça lembrando "o direito do povo palestino a criar seu próprio Estado independente, viável, democrático e repeitoso do estado de direito e da boa gestão."

Mas o pior meio para atingir esse objetivo, para o embaixador suíço, é a violência "que nenhuma causa política pode justificar". Referiu-se aos atentados-suicidas como "intoleráveis" e que devem cessar "imediatamente". Disse ainda que os atentados "desqualificam e ruinam as aspirações legítimas do povo palestino".

Contrariamente aos Estados Unidos, a Suíça não descarta o presidente palestino Yasser Arafat. As eleições de 2003, "que devem ser livres e equitáveis", permitirão que os palestinos escolham seus representantes.

Direito humanitário

Com relação a Israel, a mensagem também é severa denunciando a "violência que alimenta o desespero suicidário ao mesmo tempo que a ilusão da segurança pela força".

A Suíça denuncia ainda as execuções extrajudiciárias, as punições coletivas e as represálias cometidas pelas forças armadas israelenses. Considera também que a construção de colônias em território palestino como "obstáculo para a paz" que "contraria o direito internacional".

Berna apóia o plano apresentado em março pala Liga Árabe, ou seja, o reconhecimento de Israel por todos os Estados da região em troca da devolução de todos os territórios ocupados por Israel, inclusive Jerusalém".

Na prática, como depositária das Convenções de Genebra sobre o direito humanitário, a Suíça fez propostas para a aplicação desses direitos a israelenses e palestinos e para um monitamento internacional dessa aplicação.

swissinfo

Breves

- Suíça condena violência de grupos palestinos e o uso "indiscriminado e desproporcional" da violência das forças armadas israelenses

- Defende direito de Israel à existência pacífica e a criação de um Estado palestino

- Apóia o plano da Liga Árabe apresentado em março: reconhecimento de Israel e devolução de todos os territórios ocupados, inclusive Jerusalém

- Quer o respeito do direito humanitário e monitoramento internacional

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