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Suíça defende política européia contra as drogas

Um cão anti-drogra em ação na fronteira suíça Keystone

Durante uma conferência ministerial em Estrasburgo, a Suíça propôs uma perspctiva mais global na luta contra a dependência de drogas.

Este conteúdo foi publicado em 30. novembro 2006 - 15:50

A estratégia atual, baseada unicamente em um tipo de produto, é setorial em demasia.

A dependência às drogas deve ser enfrentada independentemente dos produtos que a provocam. Essa posição foi defendida pela delegação suíça em Estrasburgo (sede do Parlamento Europeu), durante uma reunião do chamado "Grupo Pompidou" de cooperação na luta contra a droga.

Ao final do encontro de dois dias, essa posição foi inscrita no programa de trabalho 2007-2008 desse órgão do Conselho da Europa do qual participam 35 países.

Dependência de vários produtos

Segundo Jörg Spieldenner, da Secretaria Federal de Saúde Pública (OFSP), é necessária uma perspectiva mais global porque há muitos policonsumidores, ou seja, pessoas dependentes de várias drogas.

A estratégia atual é basear-se em apenas um tipo de produto (heroína, álcool, etc) consumido. Portanto, ela é demasiado setorial.

"O interesse desse novo programa é que haverá um debate não somente sobre as substâncias ilegais mas também sobre as legais como álcool e tabaco, consumidas de maneira combinada com as ilegais", explica Diane Steber, especialista em drogas do OFSP, a swissinfo.

"Esse debate já começou na Suíça e sabemos que, de maneira geral, os jovens consomem ao mesmo tempo produtos legais e ilegais".

Concentrar-se nos jovens

Para o período 2007-2010, o Grupo Pompidou decidiu utilizar as novas tecnologias como internet ou as mensagens SMS para lançar mensagens de prevenção.

A estratégia também dará ênfase aos serviços específicos destinados não somente aos dependentes mas também aos consumidores ocasionais de drogas entre 18 e 25 anos.

"É um grande problema e o consumo não cessa de aumentar entre os jovens, inclusive na Suíça. A proteção da juventude, aliás, é um dos pontos da atual revisão da lei sobre os entorpecentes", cofirma Diane Steber.

Outras medidas adotadas pelo Grupo Pompidou visam analisar a ética dos testes de depistagem feitos nas escolas ou nos locais de trabalho e também aprimorar a qualidade dos dados coletados em pesquisas.

Uma melhor cooperação entre justiça, polícia, serviços sociis e de saúde pública também foi outro ítem discutido.

"Outros países têm os mesmos problemas que nós e vão na mesma direção da Suíça, conclui Diane Steber. O Grupo Pompipou é um fórum de discussão bem aberto para a troca de idéias, sem obrigação de chegar a um acordo".

Uma reunião em Berna, em 2007

No relatório anual publicado na semana passada, o Observatório Europeu das Drogas e Toxicomanias (OEDZ), destacou que o consumo de cocaína continua aumentando na Europa, com 3,5 milhões de pessoas que consomem pelo menos uma vez por ano.

A cannabis (22,5 milhões de consumidores) é, de longe, a droga mais consumida na Europa.

O consumo de cocaína e de maconha também cresce na Suíça desde o ano 2000. Segundo a OFSP, 2,9% dos adultos consomem cocaína uma ou mais vezes durante a vida.

No ano que vem, a Suíça organizará, em Berna, uma reunião do Grupo Pompidou dedicada à luta contra o tráfico de drogas nos aeroportos.

swissinfo com agências

Grupo Pompidou

O Grupo de Cooperação na Luta Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Entorpecentes (Grupo Pompidou) é um órgão criado em 1971 como iniciativa do ex-presidente francês George Pompidou.

O Grupo Pompidou reúne atualmente 35 países, entre eles a Suíça.

Em 1980, o Grupo Pompidou foi integrado ao Conselho da Europa.

Ele coleta e organiza informações a fim de acompanhar de perto a evolução das toxicomanias. Seu objetivo principal é contribuir à elaboração de políticas nacionais de luta contra a toxicomania que sejam multidisciplinares, eficazes, inovadoras e baseadas em conhecimentos validados.

O Grupo Pompidou é a única conferência ministerial européia sobre drogas da qual a Suíça pode participar, não sendo membro da UE.

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