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Suíça deve aprofundar relações com América do Sul

Tabaré Vásquez (à esquerda) e Rodolfo Nin Novoa, presidente e vice-presidente do Uruguai. Keystone

A chanceler Micheline Calmy-Rey terminou na terça-feira sua viagem à América do Sul assistindo a posse do novo presidente uruguaio Tabaré Vásquez.

Este conteúdo foi publicado em 02. março 2005 - 16:31

Antes de Montevidéu, ela esteve no Peru e na Argentina e reiterou a vontade da Suíça em aprofundar suas relações com os países da região.

A chanceler suíça chegou ao Uruguai num dia histórico para o país. Ela estava entre as personalidades que presenciaram a ascenção ao poder - pela primeira vez em 174 anos de independência - da esquerda uruguaia.

Em Montevidéu, Calmy-Rey teve encontro bilaterais com o presidente venezuelano Hugo Chavez, o vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos e seus homólogos Leila Rachid de Cowels (Paraguai) e Reinaldo Gargano (Uruguai).

"No encontro com o chefe da diplomacia do Uruguai, pudemos conhecer o programa do novo governo e de apreciar a idéia de desenvolvimento social que ele quer implantar. Trata-se de uma aposta importante para o futuro do país", afirmou a ministra suíça.

Suíços do Uruguai e encontros oficiais

Terça-feira, Calmy-Rey recebeu para o café-da-manhã uma delegação da comunidade suíça do Uruguai composta de descendentes de imigrantes que chegaram ao país no final do século XIX, e de empresários suíços.

O principal assunto foram as conseqüências da crise econômica que atingiu em cheio o país entre 2001 e 2002.

Durante a tarde, a chanceler suíça avistou-se com o presidente venezuelano Hugo Chavez. "A conversa foi muito interessante porque conhecemos o plano de luta contra pobreza que partiu da Venezuela para outros países da região", afirmou a ministra. "No geral, apreciamos ter ouvido de todos os interlocutores um desejo comum de chegar a uma verdadeira integração dos países americanos", acrescentou Calmy-Rey.

Impressões

Os festejos pela chegada ao poder do médico cancerologista Tabaré Vázquez, líder histórico do partido socialista e ex-prefeito de Montevidéu, impressionaram a ministra das Relações Exteriores.

Antes de voltar para a Suíça, Calmy-Rey fez a swissinfo um rápido balanço de sua primeira viagem à América do Sul.

"Temos de continuar incrementando as relações bilaterais. É um conceito que reiterei a todos os líderes que encontrei nesses dias".

Referindo-se à Suíça precisou: Não fazendo parte de organizações políticas omo a União Européia nem militares como a Otan, a Suíça deve buscar de forma autônoma seu caminho no mundo. Creio que a melhor maneira de fazê-lo é conhecer os países com os quais temos laços e interesses comuns".

Antes de concluir que a "América Latina é uma região que deve nos interessar por diferentes motivos e devemos ter mais relações".

swissinfo, Emiliano Guanella, Montevidéu
adaptação: Claudinê Gonçalves

Fatos

A ministra suíça das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey, conversou com vários dirigentes latino-americanos durante sua viagem de seis dias.
Os contatos foram intensos na cerimônia de posse do presidente uruguaio Tabaré Vázquez, primeiro presidente socialista da história do país.
Ele assumiu o Uruguai com dívida extena de 1,3 bilhão de dólares, 12% de desemprego e quase 30% da população abaixo do nível de pobreza.

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Breves

A chefe da diplomacia suíça visitou Peru, Argentina e Uruguai em uma viagem de seis dias.

Micheline Calmy-Rey ressaltou a importância da América Latina nas relações exteriores da Suíça.

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