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Suíça quer mais diálogo com antiglobalizantes

"A violência não pode ser banalizada pelos militantes", afirma o relatório

(Keystone Archive)

Para impedir a radicalização violenta dos movimentos que combatem a globalização, a Suíça propõe levá-los mais a sério. Estudo encomendado pelo governo recomenda um diálogo aberto e medidas preventivas contra a violência.

"O governo federal leva muito a sério a problemática levantada pelos movimentos antimundialização e se compromete a ter um diálogo aberto com os militantes pacifistas." Ressalta, no entanto, que "eles devem se distanciar claramente de qualquer recurso à violência".

Relatório precede Gênova

A citação é de um estudo dirigido pela polícia federal e encomendado pelo governo, para melhor compreender a dimensão dos contestadores da globalização. O relatório reservado foi discutido pelo governo no início de julho e liberado para divulgação terça-feira, 28.8.

Precede, portanto, as manifestações durante a cúpula do G8, em Gênova, em julho, em que um manifestante foi morto e centenas ficaram feridos em confrontos com a polícia.

Como organizadora de encontros internacionais, também já ocorreram atos violentos na Suíça, durante reuniões na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, e sobretudo nos encontros do Fórum Econômico Mundial de Davos, nos alpes suíços.

Evitar a radicalização

O grupo de trabalho que elaborou o relatório recomenda suscitar um debate político aberto sobre a mundialização, para evitar radicalização do movimento.

Essa radicalização poderá ocorrer, por exemplo, se os militantes tiverem a impressão que suas idéias não são levadas em consderação, provocando um sentimento de impotência, segundo o relatório.

Os militantes são descritos como movimentos de esquerda opostos ao neoliberalismo e ao capitalismo mas que essas idéias também foram recuperadas por movimentos conservadores.

O relatório afirma também que é preciso intensificar a colaboração nacional e internacional para a troca de informações sobre os ativistas e militantes que pregam e agem com violência.

swissinfo com agências

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