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Suíça vai evitar polêmica na Conferência contra o racismo

(swissinfo.ch)

A Suíça terá uma posição bastante prudente na Conferência mundial contra o racismo, em Durban, África do Sul. A delegação está instruida para não entrar nas controvérsias políticas sobre as indenizações relativas ao período colonial e sobre o sionismo como forma de racismo.

O ambiente é de certa tensão em Durban e já houve incidentes entre palestinos e judeus no Forum das ONGS - Organizações Não Governamentais - que precedeu à Conferência. Alguns observadores inclusive temem que a cúpula tenha um efeito contrário, acirrando o racismo ao invés de combatê-lo.

Evitar termos polêmicos

Na preparação da Conferência, dois temas muito políticos foram abordados: reconhecimento e indenização pelos prejuizos causados pela escravidão e o colonialismo e a proposta de parte dos participantes de considerar o sionismo como uma forma de racismo.

A presença de Yasser Arafat, de Fidel Castro, de uma quinzena de chefes de Estado do Sul, a ausência Colin Powell, primeiro negro a ocupar um cargo importante na diplomacia americana e dos chefes de Estado e de governo ocidentais, demonstra o mal-estar e até a descofiança ambiente.

A delegação suíça também não será chefiada por um ministro, em conformidade com as posições européias. Diplomatas suíços afirmam estarem "convictos que a luta contra o racismo e a intolerância só é possível com respeito mútuo."

Reconhecimento moral mas não indenizações

Atenção especial será dada aos documentos elaborados durante a Conferência. O termo "Holocausto", por exemplo só deve ser aplicado às perseguições que ocorreram no regime nazista. A Suíça quer discutir o termo geral do "antisemitismo" mas não aceita incluir o sionismo como forma de racismo. O conflito israelo-palestino deve ser discutido em outro Fórum.

Quanto à questão do escravagismo pelas potências colonialistas, a Suíça é favorável a um reconhecimento moral das violações dos direitos humanos cometidas nessa época mas descarta as indenizações, que também deveriam ser discutidas posteriormente, em outras instâncias.

Bernard Weissbrodt


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