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Suíça vive primeira greve em 50 anos

25 Operários civis em Ebikon participam da greve nacional na Suíça.

(Keystone)

Dez mil operários da construção civil pararam o trabalho na segunda-feira 4/11, para lutar pela aposentadoria prévia com sessenta anos.

Trata-se da primeira grande greve nacional na Suíça desde 1947.

A greve foi iniciada pontualmente: às 10 horas da noite de domingo, vinte operários que chegavam para substituir seus colegas do turno da tarde num campo de obras em Faido, no Tessin, paralisaram suas máquinas. Junto com eles já estavam à postos membros do Sindicato da Construção e da Industria (GBI) e Syna, que ajudaram na mobilização.

Na manhã de segunda-feira começava oficialmente a primeira grande greve na Suíça desde 1947. Cerca de 10 mil operários da construção civil deixaram de trabalhar por um dia em todas as obras espalhadas pelo país.

Não cumprimento de acordos

O protesto deve-se, segundo os sindicatos, ao não cumprimento dos acordos firmados em março com as organizações patronais. Eles prevêem a aposentadoria prévia a partir dos sessenta anos para o trabalhador da construção civil, com o pagamento de 70% do último salário, até que este atinja a idade mínima de 65 anos para receber a aposentadoria oficial.

Caso as reinvidicações dos operários não sejam atendidas pelas organizações patronais, um outra greve está planejada para 18 de novembro.

As empresas consideram o movimento uma quebra de acordos firmados no passado e ameaçam com processos na justiça. Para as próximas negociações em 7 de novembro, elas se negam a melhorar o pacote de ofertas a serem feitas aos trabalhadores.

swissinfo com agências


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