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Suíço é número um mundial

Roger Federer celebra a vitória na Austrália.

(Keystone)

Roger Federer teve uma semana de glória na Austrália. Não só venceu o torneio, com um cheque de 1,2 milhão de dólares, como tornou-se, ao mesmo tempo, o n° 1 mundial.

Em 5 anos e meio, o tenista suíço chegou ao topo. A questão agora é saber quantas semanas Roger Federer será o n° 1 mundial.

2033 dias depois de ter disputado sua primeira partida pelo circuito profissional (ATP), em Gstaad, nos Alpes suíços, Roger Federer tornou-se o rei do planeta tênis que conta com 60 milhões de jogadores em 200 países, segundo a ATP.

Independente do resultado da final, domingo, contra o russo Marat Safin, Federer mantém-se como n° 1 depois de ter derrotado o espanhol Juan-Carlos Ferrero, sexta-feira, em Melburne. Ele é o 23° jogador da história da ATP a assumir a liderança mundial.

A 85a mudança

Foram necessários cinco anos e meio para que Federer chegassse ao topo da classificação. Ele já poderia ter chegado là cinco meses atrás, quando perdeu para Andy Roddick, dia 9 de agosto, em Motreal.

Um mês depois, o espanhol Juan-Carlos Ferrero assumiu a liderança ao vencer o Aberto dos Estados Unidos. Ficou só três meses como líder e foi sucedido por Andy Roddick, em novembro. O americano ficou apenas 13 semanas como n° 1 e cede agora o lugar para Roger Federer.

A questão agora é saber quanto tempo o suíço vai manter-se no topo. Até o próximo grande torneio, em Roland Garros, Federer terá de defender 1210 pontos para manter-se; Juan-Carlos Ferrero tem de denfender 1065 e Andy Roddick 495.

Títulos antes da classificação

Um longo reinado como Jimmy Connors, por exemplo, que foi n° 1 durante 160 semanas (de 29 de julho de 1974 a 23 de agosto de 1977) parece impossível hoje.
A concorrência está muito acirrada entre os melhores jogadores do mundo.

A diferença de pontos entre Federer, Ferrero e Roddick é muito pequena e o russo Marat Safin também vai entrar na luta pela liderança mundial.

Todos os grandes campeões têm de ser, um dia, n° 1 mundial, mas o mais importante para eles são os grandes títulos, afirma Heinz Günthardt, primeiro suíço a vencer um torneio ATP.

Uma lição e uma tragédia

Campeão do mundo juniors em 1998, Roger Federer foi rapidamente considerado como muito promissor. Ainda era muito jovem quando derrotou seu ídolo Pete Sampras, em Wimblendon, em julho de 2001. Ele não soube administrar a vitória e foi eliminado dois dias depois por Tim Henman. "Foi uma imensa decepção mas aprendi a lição e isso não se repetirá", afirmou Federer.

Em 2002, o suíço foi muito afetado pela morte de seu primeiro treinador, Peter Carter, vítima de um acidente de carro na África do Sul. Ele só voltou a jogar bem em novembro, quando ganhou o Masters de Shangai.

2003 foi um grande ano para Federer. Ganhou o torneio de Wimbledon (que ele considera o mais importante de todos) e o Masters de Houston. Venceu 78 partidas, ganhou 7 títulos e disputou duas finais. Só em 2003, o suíço ganhou mais de 4 milhões de dólares em torneios, sem contar a publicidade.

swissinfo com agências

A carreira

Julho 1998: primeiro título (junior) de um torneio do Grande Slam (simples e duplas) em Wimblendon; primeiro jogo no circuito ATP.

Sepembro de 1999: Entra no top 100.

Fevereiro de 2000: primeira final do circuito ATP, em Marselha, contra outro suíço, Marc Rosset.

Fevereiro de 2001: 1° título de um torneio ATP, em Milão.

Juillet 2001: primeira quarta-de-final em Wimbledon, depois de ter derrotado seu ídolo, Pete Sampras.

Março 2002: primeira final do Masters, em Miami, derrotado por Agassi.

Maio 2002: primeiro título no Masters, contra Marat Safin, em Hamburgo.

Julho 2003: primeiro titulo Grande Slam em Wimblindon (contra Mark Philippoussis)

Agosto 2003: primeiro jogo pela liderança mundial, em Montreal, contra
Andy Roddick.

Novembro 2003: primeiro titulo do Masters, em Houston, contra Andre Agassi.

Janeiro de 2004: n° 1 mundial ao classificar-se para a final do Aberto da Austrália, em Melburne, derrotando Juan-Carlos Ferrero.

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Breves

A Suíça pertence agora ao círculo muito fechado de nações que tiveram um n° 1 mundial no tênis feminino e masculino. Graças a Roger Federer e Martina Hingis -que foi n°1 mundial pela primeira vez em 1997, a Suíça passa a integrar o grupo formado por Estados Unidos, ex-Checoslováquia, Alemanha e Espanha.

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