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Suíço lança livro no Brasil sobre governança corporativa

A Universidade de St.Gallen, onde trabalha o prof. Martin Hilb.

(Keystone)

As arestas no relacionamento entre donos de empresas, seus presidentes, conselhos de administração e demais atores sempre têm de ser aparadas.

A situação ainda pode se complicar quando a empresa é familiar e membros da família estão envolvidos no empreendimento de maneira desigual.

Tratar destas questões é uma das especialidades do suíço Martin Hilb, autor do livro A Nova Governança Corporativa, lançado recentemente pela editora Saint Paul, em São Paulo. Ele esteve na capital paulista para o lançamento do livro e para uma palestra.

Martin Hilb é professor de administração de empresas e diretor do "Center for Corporate Governance", na Universidade de St. Gallen, conhecida pela excelência na área de negócios. O centro de estudos atua nos âmbitos de pesquisa, prática e educação e organiza seminários e workshops destinados a membros de conselhos executivos, abordando temas como composição de conselhos supervisores, remuneração de conselheiros e chefes de conselhos, os "CEOs", planejamento de sucessão em conselhos e avaliação coletiva de conselhos executivos.

Em uma palestra no Ibmec, instituto brasileiro de ensino e pesquisa na área de economia e negócios, Hilb que é consultor na área de efetividade em conselhos de administração, discorreu sobre o sistema de relacionamentos que envolvem proprietários de empresas, conselhos de administração, diretoria e órgãos de controle, com o objetivo de alinhar interesses e valorizar a organização.

Experiência

O conhecimento do palestrante transforma algo muito complicado em temas simples, de abordagem clara. Seu currículo inclui passagem pela Nestlé, Schering-Plough Corporation, nos Estados Unidos e Martin & Co. na Alemanha

Depois de atuar como consultor em mais de 60 paises Hilb menciona algumas recomendações, para empresários experientes, para jovens homens de negócios, presentes na palestra. Entre elas, o professor ressaltou a importância da comunicação entre os atores envolvidos na administração de empresas, sobretudo entre conselhos supervisores e executivos e a necessidade de manter a integração entre eles.

Recomendações

Entre outras dicas, Hilb deu recomendações para a contratação de chefes de conselho. "Em vez de perguntar qual o ponto fraco do candidato, mais importante é saber qual foi a situação mais difícil enfrentada por ele", diz. E em seguida perguntar: "como ele lidou com a situação e qual foi o resultado", completa. "Essas são as perguntas que realmente fazem sentido", afirma o especialista.

Para ele é essencial que os profissionais envolvidos na liderança de empresas saibam sempre avaliar e reavaliar os pontos fracos da organização. "As avaliações têm a ver com o grau de maturidade da empresa", diz Hilb. "Em alguns casos pode levar alguns anos até que os membros de um conselho aceitem ser esse procedimento", conta.

Ele diz acreditar que práticas como workshops internos e externos envolvendo membros da equipe e encontros para desenvolvimento de redes de contatos podem ajudar a superar fraquezas do grupo. "Uma vez identificado um problema é recomendável que se busque fora da empresa exemplos de outras equipes que lidam bem com a mesma dificuldade" explica.

Segundo ele um dos problemas mais graves, que ultrapassa inclusive barreiras culturais é a falta de integridade. "Pedimos a estudantes de doutorado de diversos países que descrevessem escândalos envolvendo empresas locais e o problema foi sempre o mesmo". Mesmo assim, o professor trata dos temas monitoração e transparência com cautela.

Remuneração

Para o especialista, tratar publicamente de salários de executivos pode ser perigoso. "Primeiro é necessário implantar um sistema justo de remuneração, fazê-lo funcionar e só assim publicar a remuneração de cada profissional. Já vi muitos casos de perda de controle em relação a salários", conta ele que recomenda as tradicionais avaliações de mercado e a coerência interna, na organização.

Família

Família - O professor da Universidade de Saint Gallen mencionou ainda os casos de empresas familiares. "Quando há conflitos familiares dentro da empresa, fazemos workshops, tentamos envolver os membros da família no negócio e falamos sobre o que é fazer boa governança", afirma. "Esse encontros são muito eficazes, mas é claro que a prática é muito mais complexa", completa.

swissinfo, Heloísa Broggiato, São Paulo

Martin Hilb

Martin Hilb estudou Ciências Políticas na Universidade de Genebra e Administração na Universidade de St-Gallen.

Trabalhou na Nestlé SA em Vevey, na Martin & Co. em Berlim e na Schering-Plough Corporation (EUA), onde também atuou como diretor da Essex Chemie AG.

Carreira acadêmica:
Professor adjunto da Universidade de Dallas/Texas (1985 – 2000)
Pesquisador na University of British Columbia em Vancouver (Canadá) e na Macquarie University em Sydney (Austrália)
Professor titular do European Institute for Advanced Studies in Management em Bruxelas (desde 1999)
Catedrático do curso de Administração da Universidade de St-Gallen (desde 1998)

Martin Hilb diretor do Instituto de Gerenciamento de Pessoal, presidente do Instituto de Ética Econômica e coordenador do programa de doutorado em International Business na Universidade de St. Gallen.

Seu principal campo de pesquisa é governança corporativa, área em que acumulou experiências em mais de 60 países.

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