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Suíço sai em defesa do tubarão branco

Não se pode julgá-los apenas pela aparência, afirma pesquisador suíço Keystone Archive

"Se uma pessoa comete um crime em uma cidade, você não vai considerar toda a população como assassina. Com os tubarões é a mesma coisa!", Erich Ritter, especialista em comportamento de tubarões.

Este conteúdo foi publicado em 05. abril 2001 - 16:18

O Cinema é o principal responsável pela má refutação dos tubarões, afirma o suíço Erich Ritter, especialista do comportamento dos tubarões, empenhado em melhorar a imagem dos maiores predadores dos mares.

Ritter é de Zurique mas trabalha atualmente na Flórida, estudando e dando conferências sobre tubarões. "Essa reputação de comedores de homens é totalmente falsa", explica o suíço, acrescentando que "a carne humana nunca fez parte do cardápio" dos tubarões.

Esse reputação criada pelo cinema, segundo Ritter, vai acabar dizimando os tubarões, fundamentais para o equilibrio ecológico dos mares e oceanos. Das 460 espécies conhecidas de tubarão, 100 estão ameaçadas de extinção, afirma Ritter.

Ele considera o tubarão branco, por exemplo, "como praticamente extinto e que deverá desaparecer totalmente em menos de 20 anos". São animais que evoluiram e souberam se adaptar há 400 milhões de anos e que agora estão ameaçados pelo homem.

"As pessoas têm medo do que não conhecem e o mínimo acidente com um tubarão cria uma verdadeira histeria", afirma Ritter. Na verdade, acrescenta, "existem apenas 10 a 50 acidentes graves por ano, no mundo inteiro", enquanto centenas de milhões de pessoas frequentam praias e tomam banho de mar.

Ritter dá seminários e participa de debates para educar as pessoas e, para isso, pretende criar uma fundação em Zurique.

Vincent Landon

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