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Suíços do estrangeiro podem entrar no Parlamento

A eleição de suíços do estrangeiro não é tarefa fácil. Keystone

A chamada quinta Suíça já tem 16 candidatos às eleições legislativas federais de 19 de outubro. É um recorde de candidaturas e o prazo para as inscrições ainda não terminou.

Este conteúdo foi publicado em 26. agosto 2003 - 16:40

A direita conservadora (UDC) foi o partido que atraiu 12 dos 16 candidatos.

Os suíços do estrangeiro têm direito de voto e de elegibilidade há apenas 11 anos mas, até agora, nenhum conseguiu se eleger para o Parlamento.

Quase 600 mil suíços vivem no exterior e 70% deles têm dupla nacionalidade. 82 mil suíços do estrangeiro estão inscritos como eleitores.

Desde 1992, nas eleições que se sucederam, apenas 14 candidatos tentaram a sorte para Câmara mas ninguém se elegeu.

O melhor resultado foi o do socialista Pierre-Alain Bolomey, de Bruxelas, que em 1999 deixou de ser eleito por 2 mil votos.

Desta vez, é provável que um suíço do estrangeiro se elega. Com 16 candidatos já inscritos, as chances são maiores. Em 1999, só havia dois candidatos do estrangeiro.

Os candidatos para as eleições de 19 de outubro ainda podem aumentar pois o prazo para a entrega das listas ainda não terminou em todos os cantões (estados).

A ofensiva da direita

Este ano, os candidatos do estrangeiro apresentam-se principalmente pela UDC - União Democrática do Centro - o mais à direita dos quatro maiores partidos do país.

No Cantão de Basiléia, a UDC compôs uma lista completa com 7 candidados de suíços do estrangeiro, pela primeira vez na Suíça. A UDC de Berna também apresenta um candidado e outros 4 em Zurique.

O Partido Socialista, por enquanto, ainda não apresentou candidados.

O presidente da Associação dos Suíços do Estrangeiro (ASO), Georg Stucky, acha que este ano as chances são maiores para eleger um suíço do estrangeiro, mesmo se eles devem fazer campanha em condições desfavoráveis.

Falta-lhes a notoriedade necessária a uma eleição e o contato mais estreito com associações profissionais e esportivas, pelo fato de terem deixado o país há anos.

Além disso, geralmente eles só podem fazer campanha durante as férias que passam na Suíça, sem levar em conta as despesas de viagem que limitam as ambições políticas dos suíços do estrangeiro.

Para além das eleições

De acordo com o presidente da OSE, Rolf Schudel, um empresário na África do Sul, é o candidato com maiores chances de eleição, em outubro. Ele é candidato pela UDC, direita nacionalista.

Segundo Georg Stucky, é importante que os suíços do estrangeiro tenham uma representação direta no Parlamento.

Rolf Schudel acha que suas chances são modestas e diz que é candidato mais pelo partido do que por ele mesmo. Ele quer contribuir, antes de tudo, ao sucesso da UDC.

Com a candidatura de Schudel, a UDC prentede pretende ir mais além das eleições transformando-o no representante do partido junto aos suíços do estrangeiro, segundo o porta-voz da UDC, Yves Bichsel.

Uma pesquisa feita em junho pelo Instituto GFS, de Zurique, indicava que 31% dos suíços do estrangeiro votariam no Partido Socialista, 18% no Partido Radical, 15% na UDC, 15% no Partido Verde e 8% no Partido Democrata Cristão.

swissinfo com agências

Breves

- Os suíços do estrangeiro têm direito de voto e de elegibilidade desde 1° de julho de 1992.

- Dos 600 mil suíços do estrangeiro, cerca de 82 mil estão inscritos como eleitores.

- Nas eleições precedentes, ao todo somente 14 candidatos se apresentaram e nenhum foi eleito.

- Para as eleições de 19 de outubro, 16 candidatos estão inscritos.

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