Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

Suíços fazem descoberta contra enfarto

Quase 2 milhões de pessos por ano, no mundo, são vítimas de acidentes vasculares cerebrais

(Keystone Archive)

Duas equipes de pesquisadores da Universidade de Genebra descobriram que aumentando a quantidade de uma proteína do cérebro, podem ser restituídas as células nervosas lesadas por um acidente vascular cerebral ou por enfarto do miocárdio.

A descoberta, publicada pela revista Nature Medicine, na edição de setembro, abre novas perspectivas terapêuticas para o tratamento de acidentes vasculares cerebrais, do enfarto do miocárdio e de doenças neuro-degenerativas como o mal de Alzheimer.

As equipes de dermatologia, dirigida pelo Dr. Lars French, e de psiquiatria, supervisada pelo Prof. Pandelis Giannakopoulos, da Universidade de Genebra, descobriram as propriedades de uma proteína, chamada clusterina, na proteção das células nervosas.

A clusterina existe no cérebro, mas aumentando a presença dela, cerca de metade das células não morrem quando ocorre um acidente vascular cerebral. A experiência vem sendo feita há mais de 2 anos, com ratos de laboratório, e o brevê já foi registrado pela Universidade de Genebra.

1,8 milhão de pessoas por ano

Através da biotecnologia, os cientistas produziram a clusterina em laboratório para poder injetá-la no cérebro. Numa segunda etapa da pesquisa, os especialitas pretendem estimular a produção de clusterina pelo próprio cérebro.

Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são provocados por uma deficiência na circulação sangüínea no cérebro. A falta de oxigênio destrói rapidamente os tecidos causando paralisia parcial ou total e até a morte.

Esses acidentes atingem cerca de 1,8 milhão de pessoas por ano, no mundo. Os custos anuais de saúde relacionados com esses acidentes são avaliados em 45 bilhões de dólares, só nos Estados Unidos.

swissinfo com agências


Links

×