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Suíços pelo mundo Na livraria mais bonita do mundo

"Transformamos este teatro centenário em uma livraria e desde então milhares de visitantes de todo o mundo vêm aqui", explica Ricardo Gabriel Grüneisen, descendente de uma família de origem suíça presente na Argentina desde 1902. 

À frente do grupo editorial ILHSA, a família Grüneisen mudou o rumo desta obra arquitetônica em 2000 e desde então o antigo teatro Ateneo Grand Splendid de Buenos Aires aparece em primeiro lugar nas listas das mais belas livrarias do mundo em blogues e guias de viagem.

Ricardo Arturo Grüneisen e seus filhos, Ricardo Gabriel e Felipe Cayetano, lembram quando começaram este capítulo da história dos Grüneisen, e também quando o presidente francês Emmanuel Macron causou uma agitação entre os presentes há um ano.

"Este edifício histórico pertence desde a sua criação à família que o construiu. Na iminência de fechar, no ano 2000, decidimos alugá-lo e remodelá-lo. A transformação respeitou e aproveitou as características do teatro para transformá-lo em uma livraria. Foi assim que surgiu uma das principais atrações de Buenos Aires, tanto para os leitores, como para os turistas.

Desde 1902 na Argentina

Karl Otto Grüneisen

(swissinfo.ch)

No entanto, a família Grüneisen é relativamente nova no mercado editorial. No início, como todos os imigrantes que se aventuravam por essas bandas, os suíços vieram atrás de terras para trabalhar.

"O meu avô Karl Otto veio da Basileia para a Argentina em 1902, quando tinha 25 anos. Em 1908, comprou terras para explorar madeira em El Cacho, a 1000 km ao norte de Buenos Aires.

Ali, junto com outro suíço, Jules-Ulysse Martin, fundou a empresa La Chaqueña, dedicada à produção de tanino para a indústria do couro e para a cidade de Villa Ángela.

Da terra ao petróleo

Mas o espírito empresarial de Karl Otto não parou por aí. "Em 1928, graças a um empréstimo que obteve na Suíça, ele resgatou a primeira empresa petrolífera da Argentina", conta Ricardo Arturo Grüneisen.

A ASTRA era cotada nas bolsas de Buenos Aires e Genebra, embora em 1996 a família tenha vendido o consórcio à espanhola Repsol e ingressado no setor editorial, onde logo se tornou líder com o Grupo Ilhsa, que hoje conta com 54 livrarias.

De volta às raízes

A família Grüneisen recuperou seu passaporte suíço há três décadas e está envolvida na vida política do país alpino à distância.

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Ricardo Arturo Grüneisen com seus filhos Ricardo Gabriel (esquerda) e Felipe Cayetano

(SWI swissinfo.ch/Carlo Pisani)

"Há quinze anos fizemos uma viagem para conhecer as nossas raízes, a nossa cidade de origem, Diemtigen, como consta em nossos passaportes. Imagine como devia ser essa cidadezinha, hoje com cerca de 300 casas, quando meu bisavô a deixou", conta Felipe Grüneisen, que se interessa tanto por suas origens suíças que passou horas pesquisando a árvore genealógica da família.

"Fazemos parte desta história de emigração de Diemtigen, no cantão de Berna, na Suíça, para El Cacho, na Argentina", acrescenta seu irmão Ricardo Gabriel.

E qual é o legado do bisavô Karl Otto? "Basicamente, o trabalho, o esforço, a dedicação e a seriedade", respondem.



Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

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