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Suíços rejeitam semana de 36 h

(swissinfo.ch)

Proposta de redução da semana de trabalho à 36 horas foi rejeitada por ¾ dos eleitores suíços. É a quarta vez que o povo recusa iniciativa semelhante.

Na Suíça a média semanal de trabalho ainda são 42 horas. Uma tentativa de reduzir essa média a 40 horas fracassou em 1988. Mas pelo menos, na ocasião, a proposta foi aceita por 34% dos eleitores. Desta vez 74.7% deles disseram Não, limitando a aprovação a 25.3%.

O porquê da recusa

Três principais motivos explicam a rejeição da iniciativa popular (instrumento da democracia direta) apresentada pela União Sindical Suíça, USS, a maior central sindical do País.
- O debate ficou em segundo plano diante da votação sobre ingresso da Suíça nas Nações Unidas;
- a esquerda estava dividida sobre essa questão: maior flexibilização do trabalho resultante da iniciativa - mesmo assim ferozmente combatida pelo patronato - era mal vista por setores da própria esquerda ;
- a texto foi qualificado de "radical demais" por representante da USS. Como a semana é ainda de 42 horas, teria sido talvez mais racional exigência menor.

Exemplo francês

Na França já vigora a semana de 35 horas, (uma vitória do governo socialista de Lionel Jospin e) o principal tema de debate da atual campanha presidencial, depois do tema da segurança.

No País, os executivos mostram-se geralmente satisfeitos com a situação. Já os empregados menos. Notam maior pressão para executar as tarefas em menos tempo, exigência de maior flexibilidade, e tendência de congelar os salários.

A medida não deixa, porém, de ser popular. Por isso mesmo, os dois principais candidatos, Lionel Jospin (primeiro-ministro que quer ser presidente) e o presidente Jacques Chirac (que quer um segundo mandato) não pretendem voltar atrás. Mas a direita, que Chirac representa, pede maior flexibilidade na aplicação da semana de 35 horas.

J.Gabriel Barbosa


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