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Suíços são tradição na política argentina

Néstor Kirchner, candidato presidencial justicialista, e sua esposa Cristina. Keystone

Um presidente, vários governadores, senadores, deputados e ministros de orígem suíça sempre estiveram presentes na história política da Argentina.

Este conteúdo foi publicado em 03. fevereiro 2003 - 11:37

O candidato do justicialismo às presidenciais, Néstor Kirchner, é bisneto de uma suíça-alemã.

O candidato oficial à sucessão do presidente Eduardo Duhalde será Néstor Kircher, 52 anos. Ele foi escolhido nas prévias do Partido Justicialista (PJ) nas eleições de 27 de abril.

As raízes helvéticas desse advogado de profissão e político por vocação vêm da bisavó Berta Althaus, de Interlaken (Cantão de Berna). Ela e seu marido Teófilo Kaenel chegaram na Argentina em 1896. Eles instalaram-se inicialmente em Romang (província de Santa Fé) e depois em Rio Gallegos.

A filha Margarita Isolda casou-se com Carlos Kirchner, daí o sobrenome do candidato.O homem que, segundo o governo, vencerá Carlos Menen começou a carreira como prefeito de Rio Gallegos e desde 1991 é governador de Santa Cruz.

Desde que foi indicado, Nestor Kirchner está liderando as pesquisas. Ele e a esposa Cristina Fernández, considerada uma das mulheres mais belas na política argentina, são personalidades políticas incontornáveis na província mais ao sul do país. Cristina foi deputada duas vezes e está em seu segundo mandato no Senado.

Outro suíço não quis ser candidato

Meses atrás, grande parte da classe política argentina tentou convencer outro descendente de suíços a candidatar-se a presidente. Trata-se do governador de Santa Fé Carlos Alberto Reutemann, ex-piloto de F-1.

Também bisneto de suíços e um dos homens políticos mais prestigiados na Argentina, Reutemann resistiu e não aceitou ser candidato devido a crise interna do partido e a situação confusa do país.

Do Ticino ao Rio da Prata

A história dos suíços na Argentina começou há mais tempo, desde que começou a se formar a estrutura presidencialista do país. Carlos Pellegrini, apelidado de "O Gringo) por seus contemporáneos era neto de suíços-italianos e presidiu a Argentina entre 1890 e 1892.

Antes, havia sido deputado estadual e federal e foi muito ativo na vida institucional tornando-se uma das figuras de destaque da história argentina.A pesar do breve mandato na presidência, seu governo lançou as bases para o chamado "milagre argentino do século XIX", quando o país era a sétima potência mundial.

swissinfo, Norma Domínguez, Buenos Aires

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