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Suíços trabalham 108 dias para o Estado

Desde 18 de abril os suíços ganham para o próprio bolso (foto: ImagePoint)

(ImagePoint)

O contribuinte suíço tem hoje de trabalhar duas vezes mais para pagar seus impostos ao Estado do que nos anos 50.

Se em 1956 eram 50 dias de labuta em média, hoje o contribuinte já precisa trabalhar 108 dias para contribuir com a sua parte. No Brasil são 167 dias.

Teoricamente muitos suíços devem ter comemorado o 18 de abril. Porém isso não se deve a um feriado ou um resultado importante no campeonato de futebol, mas sim pois o dia marca o momento em que o contribuinte começa a ganhar dinheiro para si próprio.

A partir de 18 de abril já estão pagos os impostos federais, cantonais e também para a comuna, incluindo também as contribuições obrigatórias para a previdência social e seguro de saúde, como explicou o ministro das Finanças Hans-Rudolf Merz aos jornalistas, durante uma coletiva de imprensa realizada em Berna na última quarta-feira (19 de abril).

"Para mim esse foi uma dia de alegria", explicou Merz, lembrando que em 2000 a situação era pior para o contribuinte, pois ele precisava trabalhar em média 112 dias para pagar os seus impostos. Até o início dos anos 90, a média de dias necessários para quitar as dívidas com o Leão era menor do que cem dias.

Segundo o Departamento Federal de Finanças, o cálculo é feito com base nos últimos quinze anos. Desde 1990 a dívida pública praticamente triplicou, passando a ser de 130 bilhões de francos. Anualmente o governo paga 4 bilhões de francos somente em juros.

No mesmo período, a quota pública passou de 30% para 36,5% (quota no PIB gerido pela atividade pública em comparação com o gerido pela atividade privada). O número mostra que os gastos públicos têm aumentado continuamente: cada um de três francos do PIB é movimentado por uma das atividades do Estado. Também a quota fiscal passou de 26 para 30%.

No Brasil: 167 dias

O brasileiro trabalha em média cinco meses e meio por ano só para pagar impostos e juros cobrados nas várias modalidades de crédito ao consumo. Levantamento feito a pedido do Estado mostra que hoje é necessário trabalhar 167 dias por ano para pagar o Fisco e as instituições financeiras - número maior que o apontado nos últimos estudos, de 155 dias em média.

São 142 dias só para pagar impostos e contribuições cobradas pelos governos federais, estaduais e municipais no ano passado, segundo estimativas dos economistas José Roberto Afonso e Beatriz Barbosa Meirelles. É como se cada contribuinte tivesse pago R$ 4,16 mil de tributos em 2005, tomando como base a arrecadação per capita. No total, a sociedade transferiu para os cofres do governo R$ 754,4 bilhões, valor correspondente 38,9% do Produto Interno Bruto (PIB) - número recorde.

Já os cálculos referentes aos juros mostram que o consumidor gasta 25 dias do seu salário para pagar os encargos devidos a bancos e financeiras. O levantamento feito pela Consultoria Partner considerou os dados fechados de crédito ao consumo até fevereiro deste ano e constatou um aumento de três dias no comprometimento da renda, comparado a março de 2005.

De acordo com o estudo, apesar da alta do salário médio (R$ 932,90) e da queda da taxa de juros, a quantidade de dias comprometidos subiu por causa do aumento da demanda do crédito ao consumo, que foi de R$ 124,2 bilhões para R$ 162,6 bilhões.

Segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o juro médio das diversas modalidades de crédito para pessoa física estava em 7,54% ao mês em março. Se anualizada, a taxa sobe para 139,24%. Para pessoa jurídica, a média está em 4,44% ao mês ou 68,42% ao ano.

swissinfo com agências

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