Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

Supremo mantém prisão de padre ruandês

Igreja de São Paulo, em Cologny, perto de Genebra, onde o padre Rukundo exercia atividades pastorais

(Keystone)

A mais alta instância da Justiça suíça rejeitou recurso do padre detido na Suíça desde 12 de julho. Emmanuel Rukundo, acusado de crime de guerra e crime contra a Humanidade, estava na Suíça desde 1999 e foi preso sob mandado do Tribunal Penal Internacional da ONU.

O padre ruandês, Emmanuel Rukundo, 42 anos, recorreu ao Supremo suíço contestando a legitimidade de sua detenção ocorrida em 12 de julho último. Os juizes supremos rejeitaram suas alegações,

Rukundo continuará detido na penitenciária de Genebra mas ainda poderá recorrer contra sua extradição requerida pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR). Desde 1999, exercia atividades pastorais na Igreja de São Paulo, perto de Genebra.

Ele era capelão do Exército ruandês quando dos massacres étnicos de 1994, em que entre 500 mil a 800 mil pessoas foram mortas, principalmente da etnia tutsi.
Rukundo é acusado pelo TPIR de incitação ao assassinato e teria inclusive fornecido listas de pessoas a serem executadas.

Outros detidos e condenados

O padre Rukundo é o terceiro cidadão ruandês acusado de participação no genocídio a ser preso na Suíça. Em 1995, o ex-empresário Alfred Musema foi extraditado para o TPIR e posteriormente condenado à prisão perpétua. Ele recorreu da sentença mas o recurso ainda não foi julgado.

Em 1996, o ex-chefe de um vilarejo ruandês, Fulgence Nyonteze, foi preso e condenado pela Justiça Militar suíça a 14 anos de prisão. Em abril último, o Tribunal Militar de cassação confirmou a sentença. Ele foi o primeiro cidadão estrangeiro condenado pela Justiça Militar suíça.

swissinfo com agências
¨

×