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Swisscom nada perde na crise

Keystone

A falência da americana WorldCom está provocando a queda das ações da maior parte das companhias de telecomunicações. A Swisscom, maior companhia suíça, é uma exceção.

Este conteúdo foi publicado em 23. julho 2002 - 16:46

Maior companhia suíça, a Swisscom é apenas sétima do mercado europeu, liderado por gigantes como Deutsch Telekom, British Telecom, Itália Telecom, a espanhola Telefonica, a inglesa Vodafone e França Telecom.

Cuidado nas compras

Mas as gigantes estão endividadas e suas ações despencam nas bolsas de valores. A Deustch Telekom e a França Telecom, por exemplo, devem respectivamente 67 e 65 bilhões de europos.

Com os fabricantes de equipamentos vem ocorrendo o mesmo. A sueca Ericsson tem uma dívida de 6,3 bilhões de dólares e a francesa Alcatel 6,3 bilhões.

A exceção é a pequenina Swisscom, que não deve nada, tem bilhões de francos suíços em caixa e ações em alta na bolsa suíça. O segredo é uma estratégia prudente de aquisições e rigorosa na gestão.

Celulares de terceira geração

Para fazer caixa, antes dos mercados despencarem, a empresa suíça vendeu à britânica Vodafone 25% do capital de sua filial de celulares SwissMobilie por 4,5 bilhões de francos. Depois comprou a alemã Debitel, mais importante operador virtual da Europa com 10 milhões de clientes.

Ao contrário dos grandes operadores europeus, a Swisscom preferiu esperar e não pagou somas faraminosas pelas licenças de UMTS, formato em que vão operar, dentro de 2 ou 3 anos, os celulares de terceira geração.

Estratégia de nicho

No ano passado, a faturmento aumentou 0,8% e os lucros 57%. Para este ano, a previsão é de lucros bem menores e a companhia já começou uma reestruturação que vai cortar 6 mil empregos.

"Nossas possibilidades de crescimento são quase nulas", afirmo em abril o presidente executivo da Swisscom, Jens Alder, diante da assembléia de acionistas. É que, apesar de muito rentável, o mercado suíço é muito pequeno e está quase saturado.

"Nossa única opção é ter uma estratégia de nicho em segmentos que
não interessam aos nossos grandes concorrentes", afirmou Alder. Um dos projetos e desenvolver um sistema europeu de transmissão de dados destinado a empresas e a celulares para os operadores que não têm sua própria rede.

swissinfo/Luigino Canal

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