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Técnico alemão é "a estrela" da seleção suíça

Técnico Ottmar Hitzfeld orienta a equipe suíça no jogo decisivo contra Israel, em Basileia.

(Keystone)

A seleção suíça de futebol classificou-se para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul graças ao trabalho do técnico alemão Ottmar Hitzfeld.

Este é o tom das análises feitas pela imprensa do país, após o empate de 0 a 0 com Israel, que garantiu a nona participação da Suíça em um Mundial.

Quando Hitzfeld assumiu o comando da "Nati", há pouco mais de um ano, ele foi motivo de chacota na Alemanha, onde em 2004 foi convidado para o cargo de técnico da seleção – e recusou.

Sua missão como sucessor do lendário Koebi Kuhn (técnico de maior sucesso da seleção suíça em todos os tempos) era classificar a Suíça, pela segunda vez consecutiva e pela nona vez em sua história para a Copa do Mundo. E isso com uma equipe sem grandes talentos.

O resultado impressiona: a Suíça terminou as eliminatórias em primeiro lugar no Grupo 2, com 21 pontos conquistados em dez partidas e um saldo de 18 gols marcados contra 8 tomados.

Consciente das limitações da equipe, Hitzfeld apostou no "futebol de resultados". Como a estratégia deu certo, a imprensa local o festeja. "O técnico é a estrela", escreve o jornal Der Bund, de Berna. Se tivesse fracassado, seria o bode expiatório.

Uma "bruxa alemã"

"Um time bem-sucedido, mas não uma grande equipe vai para a África do Sul", escreve o Neue Zürcher Zeitung. "A seleção é uma espécie de retrato do técnico, que adota um estilo pragmático de jogar futebol", acrescenta.

"Na África do Sul – graças a Hitzfeld" – intitula o Tages Anzeiger, de Zurique. A decisão do técnico alemão de treinar a "Nati" foi, para ele, "a melhor decisão de sua vida e um caso de sorte para a Suíça", escreve.

O Blick.ch "beatifica" Hitzfeld. "O messias realizou sua profecia." Mas o jogo decisivo contra Israel foi de "congelar o sangue nas veias", escreve o jornal sensacionalista.

Também os jornais da Suíça francesa se rendem ao técnico. "Quem senão o bruxo alemão teria enfrentado esse desafio depois da acachapante derrota (2 a 1) para Luxemburgo?", questiona o Tribune de Genève.

Na opinião do diário Le Matin, desde ontem, o futebol suíço tem formato mundial. "Este é um momento histórico."

Uma equipe "germanizada"

No duelo contra Israel, na quarta-feira (14/10), em Basileia, os suíços confirmaram o que os analistas esportivos costumam afirmar antes de qualquer jogo importante: que a "Nati", nos momentos decisivos, sempre teve sangue frio (1993, 1995, 2003, 2005).

O diário Les Temps concorda com essa avaliação, mas afirma que, "com esse futebol, a única coisa bonita é a vitória". O principal jornal da Suíça francesa vê no novo estilo da seleção uma "equipe germanizada". E explica a expressão.

"O que me impressiona mais nessa equipe é seus resultados", teria dito o técnico inglês Terry Venables sobre a Alemanha, que acabara de eliminar a Inglaterra nos pênaltis nas semifinais da Eurocopa 1996.

"Hoje, esta frase nos faz pensar nesta equipe suíça 'germanizada' no contato com Ottmar Hitzfeld. Uma equipe coesa, trabalhadora, eficiente. E qualificada", conclui o Le Temps.

A classificação à Copa 2010, na qual poucos suíços acreditavam, agora alimenta grandes expectativas: "Qualquer coisa menos a passagem para as oitavas-de-final seria uma decepção", avisa o Der Bund.

swissinfo.ch, Geraldo Hoffmann

Classificação

Classificação final do Grupo 2 das eliminatórias, após dez rodadas (pontos):

1° Suíça (21)*
2° Grécia (20) **
3° Letônia (17)
4° Israel (16)
5° Luxemburgo (5)
6° Moldávia (3)

* classificada
** repescagem

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Suíça na Copa

A Suíça classificou-se pela nova vez para uma Copa do Mundo de Futebol:

1934 - Itália
1938 - França
1950 - Brasil
1954 - Suíça
1962 - Chile
1966 – Inglaterra
1994 - EUA
2006 – Alemanha
2010 - África do Sul

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