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Terminou a crise dos reféns em Berna

Soldados de elite preparam-se para entrar no consulado espanhol. Keystone

A crise dos reféns no consulado da Espanha em Berna, terminou sem derramamento de sangue em em poucos minutos, segunda-feira.

Este conteúdo foi publicado em 07. fevereiro 2005 - 17:37

Os três homens armados que invadiram o consulado e fizeram dois reféens, fugiram antes da intervenção da polícia. Um motorista do consulado ficou ferido e alertou a polícia.

Um fato raro na Suíça ocorreu na manhã de segunda-feira, em Berna, quando três homens encapuzados invadiram o consulado espanhol na capital suíça.

Três homens armados forçaram a porta do consulado da Espanha, logo pela manhã, quando os funcionários chegavam ao local para o início do expediente.

Um motorista do consulado tentou intervir e foi ferido à faca. Mesmo assim conseguiu fugir e alertou a polícia. Duas pessoas, um homem e uma mulher, ficaram como reféns aparentemente por pouco tempo.

Por volta de meio dia, a polícia, que havia cercado e isolado todo o bairro em que se encontra o prédio consular, lançou um ultimato para que os invasores saíssem do prédio.

Duas horas depois de expirado o prazo e dos funcionários terem deixado o edifício, doze soldados de elite entraram no prédio, seguidos por três homens em civil, mas encontraram o local vazio.

Os invasores haviam deixado o consulado bem antes da chegada da polícia.

Terrorismo ou banditismo?

Conforme informou a polícia, os primeiros elementos das investigações indicam os invasores forçaram os funcionários a abrir o cofre do consulado, provavelmente à procura de documentos para falsificação.

Eles teriam deixado precipitadamente o local depois que o motorista, ferido, conseguiu fugir.

Anteriormente o ministro espanhol das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos, afirmara que os três invasores queriam roubar o cofre do consulado.

Um outro diplomata espanhol declarou à agência de notícias Reuters que não parecia ser um ato terrorista. Questionado pela TV CNN, um alto funcionário espanhol disse que a pista do islamismo não era levada à sério, pelo menos por enquanto.

Como lembrete, no final de janeiro a Suíça aceitou extraditar para a Espanha Mohamed Achraf, suposto chefe de uma célula islamista que planejava um atentado ao centro de Madrid.

Segundo Madri, Achraf dirigia uma organização denominada "Mártires pelo Marrocos", que planejava um atentado contra a Audiência Nacional, mais alta instância da justiça espanhola, com um caminhão carregado com 500 kg de explosivos.

Para a polícia de Berna, à primeira vista, tratou-se de um ato criminal e não político.

swissinfo e agências

Breves

- Uma patrulha de polícia encontrou uma pessoa ferida no bairro das embaixadas, em Berna, segunda-feira de manhã.

- Era o segurança do consulado da Espanha que havia fugido dos invasores.

- A causa exata da invasão ainda é desconhecida.

- Quando a polícia entrou no consulado, os invasores já havia deixado o local, provavelmente há várias horas.

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