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Terrorismo: Suíça e Espanha colaboram

Valentin Roschacher quer melhorar colaboração com a Espanha. Keystone Archive

O procurador geral suíço está em Madri para tratar do caso do suposto terrorista islâmico detido na Suíça.

Este conteúdo foi publicado em 03. novembro 2004 - 11:31

Valentin Roschacher quer dirigir o inquérito sobre um grupo terrorista islâmico desarticulado nas últimas duas semanas, em estreita colaboração com a Espanha.

O procurador geral da Suíça chegou terça-feira à noite à capital espanhola. Segundo Hansjürg Mark Wiedmer, porta-voz do Ministério Público da Confederação, Valentin Roschacher é acompanhado por uma delegação de altos funcionários do MPC e da Polícia Judiciária Federal (fedpol).

A visita, que deve durar até quinta-feira, deverá permitir aos investigadores suíços um contato mais estreiro com membros da polícia e da justiça espanhola.

Críticas da mídia

Para Hansjürg Mark Wiedmer, desde o início desse caso estava previsto "concretizar na Espanha os bons contatos existentes entre os dois países".

A imprensa suíça discorda. No final de semana, o SonntagsZeitung, de Zurique, falou do "mau humor" entre os dois países devido à "incompetência de policiais suíços".

Citando uma fonte próxima do governo espanhol, o Le Matin Domingo, de Lausanne, afirmou que, "nesses últimos anos, a caça aos terroristas espanhóis da ETA teria tido pouca colaboração dos serviços suíços".

Enfim, segundo a NZZ, também Zurique, referiu-se ao mandado de prisão expedido pelo juiz antiterrorista Baltasar Garzon de um outro suposto terrorista do mesmo grupo do argelino de 31 anos detido na Suíça e que esteve em território suíço há algum tempo.

Argumentando que o inquérito está em andamento, Hansjürg Mark Wiedmer não confirmou a informação. Segundo o jornal, o suspeito teria escapado da polícia suíça por falta de colaboração entre Berna e Madri.

Unm grupo desmantelado

Vale lembrar que o suposto terrorista islâmico argelino foi detido na Suíça há cerca de dez dias. Ele está atualmente em prisão preventiva por tempo indeterminado, devido os resicos de fuga e colisão.

O MPC abriu um inquérito penal por suspeita de pertencer ou de apoiar uma organização criminosa. A Espanha pediu a extradição, pedido que está em exame no Ministério da Justiça, em Berna.

A Espanha suspeita que um grupúsculo islamista planejava atentados em Madri, inclusive contra o prédio da Audiência National, principal instância penal espanhola. Vários supostos membros desse grupo foram presos na Espanha nos últimos dias.

Um plano B

Terça-feira, o juiz Baltasar Garzon fez novas acusações a esse grupúsculo. Os supeitos teriam previsto como alternativa, atentados-suicidas no estádio do Real Madri (Santiago Banabeu), na sede do Partido Popular (conservador) e em duas estações ferroviárias, entre elas a estação Atocha, atingida pelos atentados de 11 de março.

Esse plano B seria executado, segundo o juiz Garzon, por uma segunda equipe coordenada por Dilabi Avdellah, outro argelino preso na Galícia (noroeste da Espanha).

De acordo com as autoridades espanholas, essa operação era organizada por um grupo conhecido como "Mártires pelo Marrocos". Mohamed Achraf - detido na Suíça - teria criado esse grupo quando esteve preso na Espanha, entre 1999 e 2002.

Reação do governo suíço

Foi nesse contexto que o ministro suíço da Justiça e Polícia, Chistoph Blocher, falou pela primeira desse caso, quarta-feira.

Disse que seus colegas do governo e da segurança agiram com profissionalismo e acrescentou que uma nova análise da política de segurança na Suíça é desnecessária.

Segundo Christoph Blocher, a avaliação atual confirma que a Suíça não é um alvo de atentados terroristas. Ele reiterou também a determinação da Suíça em contribuir para a luta contra o terrorismo internacional.

swissinfo com agências

Fatos

Está preso na Suíça um cidadão argelino que a Espanha suspeita ser o chefe do grupo terrorista que planejava atentados na Espanha.

Segundo a imprensa suíça, um segundo membro desse grupo teria escapado da polícia suíça.

Contariariamente ao Ministério Público, a imprensa coloca em dúvida os bons contatos entre os serviços secretos da Espanha e da Suíça.

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