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Trabalhadores ilegais mantêm protesto

A ocupação começou há mais de 2 meses e meio

(Keystone)

Na Suíça há cerca de 300 mil trabalhadores ilegais. É uma situação que beneficia a economia e as autoridades fecham os olhos. Em Friburgo 84 residentes ilegais, que ocuparam há dois meses e meio dependências de uma igreja, desafiam ultimato e continuam a reivindicar "regularização coletiva" de sua situação no país.

A situação dos 84 trabalhadores ilegais (chamados de "sans papiers" ou seja "sem documentos) em Friburgo, tornou-se um dos principais temas de atualidade no início desta semana. Na segunda-feira terminava ultimato imposto pelas autoridades para que deixassem locais da Igreja (St-Paul) que ocupam.

Ameaça continua

Obedeceram à ordem apenas parcialmente. Deixaram os locais e instalaram-se diretamente na igreja (de que utilizam dependências como cozinha e banheiro), tendo imediatamente recebido apoio dos dois padres da paróquia.

Cabe agora ao Conselho Paroquial opinar. Se disser sim, tudo bem, embora as autoridades condicionem endosso da decisão a condições de segurança. Em outras palavras, continua acenando com possibilidade de a polícia desalojá-los...

Mesmo assim, os "sans-papier" rejeitaram opção apresentada pelas autoridades: mudar-se para um apartamento de 4 peças de um convento vizinho. Alegaram perigo de "quebrar o simbolismo de St-Paul" (nome da igreja que ocupam).

A simpatia popular

As autoridades políticas estão num dilema. A maior parte da população parece manifestar simpatia pelos "sans-papiers". E o movimento se expandiu com fenômeno semelhante ocorrido na semana passada em Neuchâtel, cantão (estado) vizinho. A consciência é cada vez maior entre o povo suíço da necessidade de acabar com "o cinismo das autoridades".

Governo não transige

Por outro lado, o governo central sempre lembra o perigo de uma "regularização coletiva": a Suíça tornar-se-ia um país atraente, e ela não quer em seu solo "a miséria do mundo".

Os 84 manifestantes de Friburgo anunciam "protesto unitário" para 15 de setembro, com participação de representantes de partidos políticos, da União Sindical Suíça (principal central sindical do país), diversos sindicatos e organizações.

A bola está no campo das autoridades.

swissinfo com agências.


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