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Transparência financeira Exército suíço sob fogo por despesas de oficiais

Uma auditoria do Ministério da Defesa encontrou um uso extravagante de fundos públicos por oficiais do exército suíço, incluindo passeios de helicóptero e lições de golfe gratuitas para esposas de oficiais. O ministro da Defesa, Guy Parmelin, disse que medidas já foram introduzidas para impedir tais "excessos" no futuro.

An army Super Puma helicopter

O relatório fala de viagens de helicóptero para as mulheres dos oficiais irem fazer cursos de golfe nos Alpes

(© KEYSTONE / MARCEL BIERI)

Na segunda-feira (12), o conglomerado de mídia suíça Tamedia e o jornal La Liberté revelaram detalhes do relatório de auditoria do exército sobre as despesas dos oficiais suíços. Eles disseram que descobriram que em junho de 2017, as mulheres de 18 oficiais foram transportadas às custas dos contribuintes em helicópteros de diferentes partes da Suíça até o cantão do Valais para um jantar e pernoite em um hotel de Crans Montana, para ainda ter aulas de golfe gratuitas no dia seguinte. Esta prática foi descrita como uma tradição.

O relatório também fala de vários jantares 5 estrelas regados a álcool para os oficiais, incluindo uma refeição para 3.500 funcionários e 500 convidados em Grenchen, em 2015, que custou 500.000 francos suíços.

Na noite de segunda-feira, o ministro da Defesa, Guy Parmelin, admitiu na rádio pública suíça RTS que “os fundos públicos não haviam sido bem gastos” em tais incidentes.

Embora enfatizando que as investigações do Exército não encontraram nada ilegal ou que exija medidas disciplinares, ele disse que medidas corretivas foram tomadas e regras mais rigorosas sobre as despesas foram efetivadas em 1º de setembro de 2018, para que tais “excessos” não voltem a ocorrer.

O Tages-Anzeiger alegou que elementos do escândalo das despesas foram revelados aos investigadores pelo médico-chefe do exército suíço, Andreas Stettbacher, que em setembro de 2017 foi inocentado das acusações relacionadas a suspeitas de irregularidades financeiras e violações do cargo.

As notícias de segunda-feira, no entanto, causaram surpresa e raiva nos círculos políticos em Berna. O Tages-Anzeiger informou na terça-feira (13) que o Comitê de Relações Exteriores do Senado queria questionar Parmelin sobre o caso.

A polêmica dos oficiais vem após um escândalo de gastos envolvendo o executivo da cidade de Genebra. O Ministério Público de Genebra abriu uma investigação sobre a suposta “gestão desonesta dos interesses públicos” dos líderes municipais.

No início deste mês, um relatório altamente crítico denunciou os membros do conselho da cidade de Genebra por gastarem quantias exorbitantes em despesas como champanhe, táxis e contas telefônicas.


swissinfo.ch/fh

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