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Tratado comercial Suíça divulga mais detalhes sobre acordo EFTA - Mercosul

Swiss Economics Minister Guy Parmelin

O ministro suíço da Economia, Guy Parmelin, durante uma coletiva de imprensa ocorrida em Zurique, no sábado.

(Keystone / Melanie Duchene)

Segundo representantes do governo suíço, o EFTA e o Mercosul acabam de finalizar um acordo "substancioso" de livre comércio. Aproximadamente 95% das exportações suíças aos países sul-americanos estarão futuramente isentos de tarifas aduaneiras.

O acordo, que ainda precisa ser ratificado pelos respectivos parlamentos, foi mencionado pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em uma mensagem publicada na rede social Twitter, na sexta-feira à noiteLink externo. O governo suíço confirmou a finalização do acordo na mesma noite, mas os detalhes só foram divulgados na tarde de sábado.

O ministro suíço da Economia, Guy Parmelin, afirmou durante uma entrevista coletiva que o acordo firmado entre a Associação Europeia de Livre Comércio Livre (EFTA, na sigla em inglês. Membros: Suíça, Islândia, Liechtenstein e Noruega), e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) é um "marco importante" na ampliação das relações comerciais da Suíça com o mundo.

"Os exportadores suíços precisam de uma estrutura confiável para poder se impor nos turbulentos mercados internacionais", declarou, ressaltando que pontos sensíveis como produtos agrícolas e propriedade intelectual tiveram atenção especial durante as negociações.

No comunicado enviado à imprensaLink externo, o ministro Guy Parmelin afirmou que cerca de 95% das exportações suíças para os países do Mercosul, onde vivem 260 milhões de habitantes, estariam livres de tarifas aduaneiras. Barreiras técnicas para o comércio serão abolidas e empresas do setor de serviço também terão acesso facilitado aos mercados. Enfim, as relações econômicas entre os dois blocos saem fortalecidas.

"O acordo garante que os exportadores suíços não estarão em desvantagem frente aos seus concorrentes da União Europeia (UE), bloco que conclui recentemente um acordo de livre comércio com o Mercosul em bases semelhantes", acrescentou.

A ratificação do acordo entre o EFTA e o Mercosul deve ocorrer até 2021, depois que este de aprovação pelos respectivos parlamentos. 

Reações

Grupos favoráveis ao acordo de livre comércio com o Mercosul, como a SwissmemLink externo (associação dos fabricantes suíços de máquinas, equipamentos elétricos e metalúrgicos) e a EconomiesuisseLink externo (Federação Suíça de Empresas) saudaram o impulso dado ao setor exportador, porem representantes da agricultura helvética manifestam preocupação. 

Se o acordo impulsiona as exportações suíças de máquinas e serviços, o Mercosul pode, por outro lado, aumentar as vendas de carne nos mercados do EFTA. Com efeito, a agricultura suíça teme o aumento da pressão sobre os preços. Representantes do setor declararamLink externo, em 24 de agosto, que foram feitas mais concessões ao Mercosul na questão da carne bovina do que as que ocorreram no acordo da União Europeia. 

Um grupo de interesse formado por representantes dos agricultores, associações de consumidores e ONG suíças, conhecida como "Coalizão Mercosul", afirmou que irá solicitar aos parlamentares suíços uma avaliação próxima para verificar se os controles ambientais e de proteção aos animais, assim como da proteção dos consumidores e direitos humanos estarão sendo respeitados a partir da queda das barreiras comerciais. 

UE e Bolsonaro

Por Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que o acordo entre o EFTA e o Mercosul foi um resultado positivo dos esforços diplomáticos do seu governo. O presidente brasileiro anunciou o acordo quando o Brasil é fortemente criticado no mundo pela onda de incêndios que assola a Amazônia. Alguns estadistas europeus chegaram ameaçar bloquear o acordo de livre comércio Mercosul-UE.

O comunicado do governo suíço não mencionou os incêndios na floresta amazônica, mas disse que o acordo inclui "dispositivos relacionados à proteção do clima e ao uso sustentável dos recursos florestais". O ministro Parmelin afirmou também que a Suíça acompanha de perto os acontecimentos no Brasil, acrescentando que os incêndios ocorridos nas suas florestas também foram debatidos durante as negociações. 

As negociações de um acordo de livre comércio entre o EFTA e o Mercosul ocorrem há dois anos. Ignazio Cassis, ministro suíço das Relações Exteriores, destacou sua importância durante uma visita oficial feita ao Brasil em abril passado.


Adaptação: Alexander Thoele, Keystone-SDA/Reuters/SRF/RTS/ilj

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