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Triumph deixa a Birmânia

Trabalho infantil é comum em Myanmar, ex-Birmânia Keystone Archive

O fabricante de roupas íntimas, Triumph, vai suspender produção na Birmânia, atual Myanmar. Cede à pressão da OIT e das ONGs que criticavam presença da firma em país que viola os direitos humanos.

Este conteúdo foi publicado em 29. janeiro 2002 - 09:51

Há um ano, a Organização Internacional do Trabalho apelava a governos, empresariados e sindicatos a aplicarem sanções contra Myanmar, novo nome da Birmânia, país acusado de violar os direitos humanos mais fundamentais. Triumph aproveitaria da situação.

Em novembro, uma campanha contra o fabricante de roupas íntimas foi lançada na Grã-Bretanha.

Dez países envolvidos

A Suíça colaborou com o movimento preconizado pela OIT, através da Campanha "Clean Clothes" (CCC, liter. roupas limpas), denunciando a presença da empresa num "país que viola maciça e sistematicamente os direitos humanos". Outras ONGs suíças - Pão para o Próximo, Declaração de Berna e Ação de Quaresma - se solidarizaram.

A iniciativa começou com distribuição de cartões postais por ONGs que solicitavam a consumidores de 10 países europeus a escreverem à direção de Triumph, insistindo para que a empresa se retirasse de Myanmar.

Trabalho forçado

A produção naquele país começou em 1997. Trabalhadores forçados teriam participado da construção das fábricas. Crianças também participaram dos trabalhos, segundo reportagem da BBC, difundida no mesmo ano.

Triumph emprega 1.000 pessoas em Myanmar. Diante da pressão decidiu parar progressivamente a produção. Como não conseguiu comprador, essas centenas de pessoas vão perder o emprego. Mas diz estar elaborando um plano social no sentido de apoiar as pessoas atingidas.

Porta-voz de Triumph, Aloys Hirzel, relativiza a ajuda: "Temos que aceitar que não somos capaz de proteger os empregados em Myanmar o tanto que gostaríamos".

swissinfo com agências.

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