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UE e Suíça tentam quebrar cartel do automóvel

Novas regras para importadores e revendedores.

(Keystone)

A partir deste mês de outubro os carros novos devem custar mais barato nos 15 países da União Européia, quando entra em vigor uma nova regulamentação.

A Suíça tem um projeto similar que poderá vigorar dentro de duas a três semanas.

O cartel do automóvel tem seus dias contados também na Suíça. Nos 15 países da União Européia (UE) entrou em vigor agora em outubro, uma nova regulamentação para tentar reduzir preços de um dos setores mais organizados.

Consumidor paga mais caro

Até agora, o cartel do automóvel pratica o que se chama na Suíça de preços verticais. Alguns importadores têm o monopólio por marca, ou de várias marcas, e distribuem exclusivamente a revendedores autorizados. Estes, por sua vez, têm exclusividade também para a peças originais.

O resultado é que todos praticam os mesmos preços, eliminando a concorrência, e o consumidor paga mais caro. No caso do consumidor suíço, não vale a pena atravessar a fronteira para comprar um carro novo porque as taxas e a burocracia são tantas que o preço acaba sendo o mesmo.

Três aspectos importantes

A nova regulamentação da UE ainda não significa a liberalização do mercado mas deve provocar uma queda nos preços. Ela ataca três pontos-chave da cartelização.

Primeiro, os revendedores poderão ter várias marcas num mesmo espaço quebrando, portanto, o monopólio da importação.

Os revendedores de carros novos não serão mais obrigados a fornecer asssistência técnica, ou seja, poderão apenas vender e não terem oficina própria.

Por sua vez, todas as oficinas terão acesso às peças originais de todas as marcas.

Setor aguarda para reagir

O projeto suíço, elaborado pela Comissão da Concorrência (Comco), é praticamente o mesmo da UE. A Comco já o submeteu à consulta das partes interessadas e prepara o texto final. Patrick Krauskopf, vice-diretor da Comco, não quis fornecer detalhes das emendas propostas.

A União Profissional Suíça do Automóvel (USPA), que congrega importadores e revendedores, afirma que vai esperar o texto final mas estima que o "projeto vai longe demais."

swissinfo com agências

Breves

PROJETO VAI:

- autorizar a vender várias marcas
- autorizar a vender sem oferecer assistência técnica
- autorizar oficinas a terem peças originais de todas as marcas

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