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Um novo super-microscópio de mil aplicações

O sincrocíclotron tem muitas aplicações entre elas em micro-eletrônica e medicina.

Existe unamimidade na Suíça acerca do mais inovador instrumento tecnológico do hemisfério sul e que terá importantes aplicações em medicina.

Começa a funcionar esta semana o acelerador que gira no anel metálico do novo sincrocíclotron australiano a uma velocidade de causar inveja a Superman.

Graças ao novo sincrocíclotron se construirão materiais cerâmicos, condutores e instrumentos óticos de precisão. Suas aplicações serão úteis na indústria farmacêutica, na produção de microcircuitos, no estudo de tecidos vegetais e na terapia de tumores.

Por trás desse concentrado de tecnologia estão pesquisadores suíços. "Sempre gostei de constuir instrumentos tecnológicos", afirma Daniel Häusermann, que trabalha há pouco mais de um ano em Melbourne, onde está instalado o
sincrocíclotron.

O físico é encarregado de projetar o Imaging and Therapy Beamline,
um instrumento que permitirá ver no corpo do paciente a mínima célula tumoral.

Um feixe intenso de raios mais sutís que um fio de cabelo percorrerá o corpo do paciente até encontrar as células doentes.

"Será muito útil depois de uma operação para verificar os tumores e saber se o câncer foi completamente extirpado", explica Häusermann, acrescentando que o paciente será exposto a um centésimo da radiação a que é exposto atualmente.

Häusermann é da região de Lausanne, oeste da Suíça. "Na Austrália, tenho muitas oportunidades de pesquisa, mas sinto falta apenas do bom vinho".

Uma nova geração de sincrocíclotrons

O sincrocíclotron é um anel da dimensão de um campo de futebol. Dentro de seu campo magnético os elétrons são acelerados até a velocidade da luz. Nessa velocidade, os elétrons emitem radiações milhões de vezes mais intensas do que os instrumentos tradicionais.

Produz então um intenso feixo de luz e de raios "x" como os utilizados em radiologia médica. Mas sua grande intensidade e precisão terá aplicações tão precisas e inimagináveis pouco tempo atrás.

Essas radioções conseguem "capturar" o relevo que permitirá estudar a forma e a estrutura da molécula, acompanhar suas reações químicas e isolar uma minúscula célula tumoral.

Trata-se, portanto, de um super-microscópio, capaz de visualizar um átomo isolado.

Alta tecnologia e grande expectativa

Com a dimensão do projeto, que custou 200 milhões de francos suíços, o governo australiano tem grandes expectativas.

O ministro da Inovação do estado australiano de Vittoria, John Brumby, disse durante a cerimônia de inauguração do sincrocíclotron que o laboratório dará um novo impulso ao desenvolvimento tecnológico do país. "Trata-se de um triunfo da engenharia", disse o ministro.

Futuro também para a Suíça

O envolvimento suíço com o sincrocíclotron australiano repercutiu no território helvético.

No início deste mês foi firmado um acordo entre o centro australiano e o Instituto Paul Scherrer (PSI) de Villingen.

O grupo Swiss Light Source (SLS) do PSI colaborará nos projetos dos cientistas australianos. O SLS contribuiu com 420 mil francos suíços na construção do aparelho de raio "x".

O acordo entre a Suíça e a Austrália foi feito através da Câmara de Comércio Suíço-Australiana (SACCI), uma das maiores da Austrália. Segundo Thomas Schmocker, presidente da SACCI no estado de Vittoria, é crescente a influência da Suíça no mercado internacional de alta tecnologia.

"O que fazemos pode parecer abstrato mas a construção do instrumento para produzir o feixo luminoso é diretamente útil para a sociedade".

swissinfo, Jacopo Pasotti

Fatos

Existem 65 sincrocíclotron desse tipo no mundo.
O sincrocíclotron da Austrália tem 116 metros de diâmetro e um tubo anular de 390 metros. Tem o mesmo volume do Empire State Building.
Nele, os elétrons serão acelerados a atingirem 99% da velocidade da luz.

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Breves

Nesse sincrocíclotron os elétrons atingem a velocidade da luz, dentro de um campo magnético, emitindo radiações.

Ele possibilitará uma análise precisa e rápida de moléculas e átomos. É chamado de "super-microscópio".

Serão estudadas proteínas para valores terapêuticos e novos semi-condutores. Poderão ser diagnosticas células tumorais desde o início.

O sincrocíclotron do CERN, em Genebra é de "primeira geração". O da Austrália e do PSI são mais modernos, de "terceira geração".

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