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Uma garrafa térmica com a "cara" da Suíça

Sigg: a garrafa térmica fabricada em Frauenfeld

Sigg: a garrafa térmica fabricada em Frauenfeld

Antes ela era apenas uma garrafa de alumínio e nenhum alpinista que se preze sairia de casa sem estar carregando uma na mochila. Hoje é um acessório da moda, que acompanha as pessoas por todos os lugares.

A garrafa "Sigg", fabricada no vilarejo suíço de Frauenfeld, foi até utilizada pela estilista inglesa Vivienne Westwood no seu esforço de frear as mudanças climáticas. E detalhe: é reutilizável...






























Ela também se tornou um produto amplamente consumido em Bundanoon, cidade australiana que se declarou por motivos ecológicos contrária à venda de água potável engarrafada.

Há dois anos o fabricante suíço passou por uma fase difícil. Foi quando surgiram denúncias de que a parede interna da garrafa continha traços de bisfenol, um policarbonato comum utilizado na produção de garrafas plásticas ou mamadeiras, também conhecido como BPA (a substância foi proibida em vários países por suspeita de provocar danos à saúde humana). Posteriormente a empresa reconheceu o problema e admitiu ter cometido um erro de comunicação.

Ela sabia do problema desde 2006. Depois encontrou uma solução e ofereceu aos consumidores afetados, por um tempo limitado, garrafas de substituição sem o BPA. A medida serviu para mostrar que Sigg havia retornado à sua trilha.

"Extraímos a garrafa de uma peça única de puro alumínio e ela se transforma em uma peça sem costuras, com durabilidade e à prova de vazamentos", declara Walter Hinder, diretor-executivo da Sigg Suíça.

600 toneladas

A peça de alumínio se assemelha a um disco de hóquei antes de ser prensada por um golpe de 600 toneladas do pistão. Em seguida, o metal flui ao longo do pistão e se transforma em um cilindro. A peça toma sua forma final depois de 26 etapas adicionais.

"Então ela recebe o revestimento interno, vai para o forno para que o revestimento ganhe estabilidade e depois é pintada externamente na linha de produção com até seis diferentes cores."

"Tentamos explorar as novas tendências. Assim experimentamos diversos designs voltados às crianças, às pessoas com consciência ecológica, aos desportistas ou mulheres interessadas na moda. Para todos os segmentos procuramos encontrar as melhores concepções de produto", acrescenta 

A história da companhia remonta a 1908, quando os empresários Ferdinand Sigg e Xaver Küng montaram uma fábrica de alumínio em Bienne (cidade ao noroeste de Berna). Seus produtos eram em grande parte panelas, frigideiras e garrafas.  Quase ao mesmo tempo em que a empresa mudou-se para Frauenfeld em 1917, Küng pediu suas contas.

Durante as próximas oito décadas, Sigg vendeu milhares de produtos domésticos através da Europa, tornando seu nome familiar nos lares. A partir de 1999, a empresa decidiu focalizar sua produção no produto de mais sucesso: a garrafa térmica.

Novos mercados

Enquanto a garrafa continua a ser utilizada na Suíça largamente por excursionistas, ela é comercializada de uma forma inteiramente diferente em novos mercados.

"Posicionamos o produto e a marca de uma forma bastante diferente, como um acessório do dia a dia, onde a água é transportada com estilo e de uma maneira que atenda à consciência ecológica", adiciona Michele Starvaggi, chefe de marketing da empresa.

A conhecida estilista inglesa Vivienne Westwood fez uma parceria com a empresa. A mensagem é clara: agir rápido para frear as mudanças climáticas.  Sua idéia de desenhar uma coleção de tiragem limitada era minimizar a produção individual de carbono através da redução da compra de garrafas de plástico. 

É, mais ou menos, a mesma história em Bundanoon, um pequeno vilarejo 150 quilômetros ao sudoeste de Sidney, Austrália. Em setembro de 2009 as autoridades municipais lançaram oficialmente um projeto intitulado "Bundy na torneira", depois de ter proibido a venda de água engarrafada nos limites da cidade.

Celebridade

Como parte da iniciativa, Bundanoon expandiu as instalações de água na cidade. Agora o comércio oferece garrafas reutilizáveis, incluindo modelos da Sigg, com água filtrada da torneira e refrigerada. Além disso, a cidade disponibilizou estações depuradoras de água e fontes de água ou bebedouros para o público e crianças das escolas primárias locais. Bundanoon chegou às manchetes graças à sua iniciativa e se tornou a primeira cidade australiana sem garrafas descartáveis de água.

O diretor-executivo da Sigg lembra que muitas pessoas têm histórias pessoais com as garrafas fabricadas pela sua empresa e dividem suas experiências através de vídeos no YouTube. "Temos inúmeras mensagens e nossos clientes dividem conosco suas aventuras."

Cedo ou tarde, até uma garrafa originada em Frauenfeld chegará ao final dos seus dias, mas Walter Hinder explica que o alumínio é um bom metal para reciclagem.  "Ela vai para uma fábrica de alumínio, onde é reciclada em alumínio secundário. Depois ela pode até renascer como uma garrafa Sigg", afirma confiante.

SIGG – surgiu na cama

Durante os anos após a II Guerra Mundial, quando havia uma forte escassez de matéria-prima, novas formas de utilização para esse tipo de material eram procuradas.

Após alguns testes, os fundadores da Sigg desenvolveram uma garrafa de água através de resíduos de alumínio.

A garrafa Sigg nasceu na "cama". Ela não é sucessora da sua garrafa de água dos anos 1920, mas sim da garrafa para o quarto de dormir.

Em 1993, produtos da Sigg foram incorporados à coleção do Museu de Arte Moderna (MoMa) em Nova Iorque.

Anualmente a Sigg lança uma nova coleção de garrafas, disponíveis em mais de 100 tamanhos e modelos.

(Fonte: SIGG)

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Adaptação: Alexander Thoele, swissinfo.ch


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