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Visita oficial à AL "As relações com o Brasil não mudaram com Jair Bolsonaro"

Homem de terno cercado por outras pessoas com roupas folclóricas

Um dos principais objetivos da viagem de Cassis: encontrar na América Latina descendentes de suíços. Na foto, o ministro suíço com membros da comunidade Nueva Helvecia, no Uruguai. 

(EDA)

O ministro suíço das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, encerra hoje sua viagem oficial à América Latina com um encontro com autoridades em Brasília. Em São Paulo, lembrou dos 200 anos da abertura do primeiro consulado suíço fora da Europa e ressaltou que as relações com o Brasil não mudaram após a posse de Jair Bolsonaro.

Surpreso com a quantidade de suíços e descendentes morando no Brasil, o ministro suíço das Relações Exteriores, Ignazio CassisLink externo, parece ter se sentido em casa, mesmo sendo a sua primeira visita ao país. Em uma série de encontros com representantes de colônias suíças e lideranças políticas e empresariais, ele seguiu ontem (25/4) para Brasília, onde encerra a programação da sua viagem, que teve entre os objetivos conhecer de perto comunidades suíças na América do Sul.

Confederação Helvética Suíços mundo afora

Pouco mais de 775 mil suíços vivem no exterior, ou seja, um em dez cidadãos do país. Nesse dossiê swissinfo.ch apresenta artigos, informações e imagens para abordar a variedade e riqueza dessa comunidade também chamada de "5ª Suíça" e sua presença nos quatro cantos do mundo.

Entre os países escolhidos, além do Brasil, ele visitou o Uruguai e o Chile, onde vivem no total mais do que 100 mil pessoas com raízes suíças. "Escolhi o Uruguai pela presença de uma grande comunidade suíça em um pequeno país que se assemelha muito ao nosso; o Chile, por ser um país muito dinâmico, com uma abertura econômica importante; e o Brasil, por ser um gigante, com um potencial grandíssimo apesar dos problemas internos,  para nós com a esperança de melhorarmos ainda mais essa nossa relação", afirmou o ministro. 

Relação que, segundo ele, não se alterou com a entrada do governo do presidente Jair Bolsonaro. "Não houve fundamentalmente nenhuma alteração na relação bilateral entre a Suíça e o Brasil com o novo governo", afirmou, comentando que o aumento de um certo grau de incerteza pode se dar por se tratar de uma mudança importante. Ele diz ainda que no momento é preciso entender se a Suíça poderá continuar colaborando sob o ponto de vista econômico, político e particularmente sobre o sistema multilateral em prol da democracia, direitos humanos, e se haverá a possibilidade de finalização de um acordo de livre comércio que está sendo negociado entre a Suíça (EFTALink externo) e o MercosulLink externo

Ele reforça a solidez dessa relação. "Temos 200 anos de história entre a Suíça e o Brasil", diz, ressaltando que em 1819 nascia o primeiro consulado suíço no país. Um importante fato histórico, marcado por uma origem triste, como destaca ele. "Foram cerca de três mil suíços que no início do século 19 fugiram da Suíça e da pobreza, uma realidade que era bem contrária a que temos hoje, para procurarem a terra prometida, um lugar onde pudessem viver melhor", disse ele, lembrando que ao cruzarem o Atlântico em busca de melhores condições de moradia e trabalho muitos morreram e os que chegaram recriaram uma nova vida em comunidades como a de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. "Daquele momento em diante a relação entre a Suíça e o Brasil continua a crescer."

Dois homens posando para foto

Durante a visita à São Paulo, o ministro Cassis (esq.) encontrou o suíço Alberto Eisenhardt, que dirige a ong Casa dos Curumins, um projeto iniciado em 2003 e que oferece educação a 150 crianças de baixa renda.

(EDA)

O ministro suíço reforça ainda a importância dessa relação, detalhando a estrutura mantida pela Suíça no Brasil, com uma embaixada em Brasília, dois consulados gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a presença de oito cônsules honorários, que dão suporte para os 16 mil suíços que vivem no Brasil. "Ou seja, uma comunidade muito forte, e uma comunidade ainda muito ligada à Suíça, e é belíssimo poder encontrá-la", salientou ele em italiano, dizendo-se ainda mais surpreso por perceber tantos suíços de língua italiana não só no Brasil, como no Uruguai. 

Relações com AL

O volume do comércio bilateral da Suíça com a América Latina e o Caribe (ALC) aumentou 3,3% em 2018, 6,1% (+8,4%) com a América do Sul e 2,5% (-0,3%) com a América Central, enquanto o comércio com o Caribe diminuiu 21,4% (-30,4%).

O comércio com a ALC representa 2,9% (2,1%) do comércio total suíço, a maior parte do qual (2,1%) corresponde ao comércio com a América do Sul. 

O comércio aumentou notavelmente com o Brasil (+27,7%), Panamá (+13,3%), Paraguai (+11,0%) e Argentina (+7,7%), enquanto que com a Venezuela (-34,4%), Nicarágua (-32,6%), Bolívia (-16,8%), Peru (-14,7%), Cuba (-12,3%) e Equador (-10,6%). O comércio exterior suíço total aumentou 2,9% em 2018. 

Tradicionalmente, a Suíça registra um grande déficit comercial com a ALC, que é devido principalmente às importações de ouro. Estes representam 75,3% do total das importações da região.

Brasil, México e Argentina são os maiores mercados de exportação de produtos suíços, que representam 71% das exportações suíças para a região da ALC. O comércio para os três países aumentou em 2018. As exportações para o Brasil (+17,8%) aumentaram em vários setores, assim como as do México (+6,0%) e da Argentina (+5,2%). 

Os produtos farmacêuticos são os mais importantes bens exportados para os três países (Argentina: 60,0%; Brasil: 52,1%; México: 31,8%) e cresceram em 2018: 10,5% na Argentina, 22,5% no Brasil e 0,5% no México. Também se registou um crescimento significativo das exportações, em particular com a República Dominicana (33,8%), Paraguai (12,9%), Colômbia (9,6%) e Peru (8,6%). As exportações para a Venezuela (-36%), Cuba (-30%) e Nicarágua (-21%) registaram uma queda acentuada. 

Fonte: Switzerland - Latin America Economic Relations Report 2019Link externo

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