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Você já comeu arroz hoje?

Em março de 2003, manifestantes na Indonésia, protestam contra a recusa da ONU de aceitar doações de arroz para povo iraquiano.

(Keystone)

A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu 2004 como o “Ano Internacional do Arroz”. O alimento é consumido por metade da população mundial. 15% das colheitas são perdidas por problemas de armazenamento.

Programa na Suíça é aberto na Basiléia. Pesquisadores em Zurique desenvolvem o “Golden Rice”, rico em vitamina A.

Para três bilhões pessoas no mundo, um dia não começa bem sem um prato de arroz.

Esse é o principal alimento de metade da humanidade. Se cada suíço come, em média, 5,5 quilos do cereal por ano, na China são 96 quilos por cabeça.

Não é à toa que em países como a Tailândia, as pessoas costumam se cumprimentar dizendo: - “Você já comeu arroz hoje?”.

Ano Internacional do Arroz

Devido à importância do cereal para a alimentação mundial e à fome permanente, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu 2004 como o “Ano Internacional do Arroz”.

A parte efetiva do programa promete defender medidas para assegurar a cultura do arroz e melhorar sua produção, para as populações que dependem do alimento.

Sobretudo países asiáticos devem ter melhor acesso ao mercado mundial, sem esquecer da ecologia ou da diversidade cultural. Esse é um dos tópicos da ONU no seu programa de combate à fome e à pobreza.

Para concretizá-lo, especialistas irão discutir a importância da diversidade biológica do arroz e o combate à monocultura.

“A diversidade genética do arroz atrai também muitas empresas do ocidente. Mundialmente já existem 160 patentes do cereal”, lembra Anne-Marie Holenstein, presidente da Claro Fair Trade AG, uma empresa criada por ONGs suíças para comercializar produtos de países pobres, à base do comércio justo.

Outro problema grave é o armazenamento e transporte do cereal: em muitos países pobres, onde a infra-estrutura é deficitária, é muito comum a perda de até 15% das colheitas.

Arroz na Suíça

Na Suíça o “Ano do Arroz” é coordenado pelo Departamento Federal de Economia (SECO).

Na abertura de gala do programa em Roma, a Suíça quer distribuir aos presentes “Pirâmides de Arroz”, contendo saquinhos com cinco espécies raras de arroz asiático.

O cereal vem de pequenos fazendeiros, apoiados pela Claro Fair Trade AG através de cooperação técnica e comercialização na Europa.

Arroz turbinado

Com o objetivo de combater os problemas de cegueira causados por carência alimentar, pesquisadores suíços desenvolveram um arroz que pode solucionar com o problema.

Há cinco anos, um grupo de pesquisa na Escola Politécnica de Zurique desenvolveu através da engenharia genética uma nova espécie de arroz. Ela é chamada de “GoldenRice” e pode ser utilizada no cruzamento com espécies comuns.

Sua maior vantagem são as altas concentrações de beta-carotina, um estágio anterior da Vitamina A.

Segundo biólogos, hoje em dia, o “GoldenRice” já está tão otimizado, que as espécies mais recentes são capazes de suprir as necessidades diárias de vitamina com apenas 150 gramas de arroz.

Apesar do possível benefício, muitos vêm com ceticismo esse tipo de desenvolvimento científico. “O povo da Índia não quer pagar no futuro às multinacionais, para poder plantar um arroz patenteado”, critica o analista político indiano Devinder Sharma.

100 mil tipos de arroz

Arroz não é apenas arroz. Pesquisadores acreditam que já existiram mais de 500 mil tipos do cereal. Hoje elas seriam apenas 100 mil.

As primeiras plantações de arroz foram encontradas na bacia do rio Yangtsé, no sul da China, há mais de oito mil anos.

Da produção mundial de arroz, avaliada em 480 milhões de toneladas, 98% são para o consumo interno. Os grandes exportadores para a Europa são os Estados Unidos e a Itália.

Na Suíça, o arroz é importado Tailândia, apesar da produção própria no cantão do Tessin, considerado a região com as culturas de arroz mais ao norte do planeta.

swissinfo, Alexander Thoele e agências


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