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Votos serão recontados

Em Berna foram usadas balanças especiais para contar os votos do referendo.

(Keystone)

Governo federal pede à 12 cantões, onde a contagem de votos ocorreu eletronicamente em alguns municípios e cidades, a realizar contagem à mão.

Na cidade de Berna os votos foram pesados em balanças de precisão.

O referendo de 24 de novembro foi bem apertado. Por uma diferença mínima de 3.422 votos, a proposta da direita nacionalista de restringir o direito de asilo político na Suíça foi recusada. Ao todo foram contados 2.240.000 votos.

O resultado é considerado pela mídia como algo inédito na história política da Suíça, pois normalmente as posições são mais bem definidas em referendos que apresentam propostas de lei polêmicas.

A polêmica da recontagem

Ao mesmo tempo que a União Democrática do Centro (UDC) e seus correligionários digerem a derrota da sua proposta, surge a polêmica nacional da contagem dos votos.

Em doze cantões a contagem de votos ocorreu de forma eletrônica, ou seja, através de contadores de notas, empregados normalmente no sistema bancário. Em algumas cidades como Berna, os votos chegaram a ser pesados em balanças de precisão, para que pudessem ser contados. Trata-se de uma prática comum em eleições estaduais e municipais.

Governo federal pede recontagem

Logo depois do anúncio do resultado oficial, o governo federal suíço enviou na terça-feira uma nota de protesto aos cantões, pedindo que toda a contagem de votos, realizada anteriormente através de máquinas, seja realizada à mão.

Até a quinta-feira, apenas os cantões de Berna e Graubünden haviam aceitado a pedido e passam a contar os votos manualmente. Os resultados serão publicados até fevereiro de 2003.

Cantões protestam

Cantões como Zurique, Aargau e Solothurn pediram tempo para analisar a questão. Na imprensa, políticos não escondem sua insatisfação com o governo federal, pois alegam que a contagem eletrônica é feita através de maquinas de precisão, que erram muito menos do que seres humanos.

O argumento do governo, expressado através da secretária da chancelaria federal, Annemarie Huber-Hotz, é de que os cantões não cumpriram uma lei de 1993, onde está previsto que a utilização de equipamento eletrônico para a contagem de votos em plebiscitos federal pede a autorização do governo federal.

“Nós acreditamos que os aparelhos eletrônicos utilizados em alguns cantões sejam confiáveis. Porém esse não é um problema técnico, mas sim político. O governo federal ainda tem de regulamentar o uso esse tipo de sistema”, declara Hansruedi Moser, porta-voz do governo suíço.

swissinfo com agências


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