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A mulher que quiser abortar não será obrigada a fazer uma consulta prévia com especialistas. Dois grandes partidos defendiam a medida, alegando impedir "a banalização" do aborto, mas foram derrotados pela segunda vez no Senado.

A Suíça é um dos poucos países industrializados em que o aborto ainda é considerado crime. A questão é debatida há anos e o projeto de lei para legalizá-lo, sob certas condições, transita atualmente no Parlamento.

As alas mais tradicionalistas de dois grandes partidos (UDC e PDC) queriam incluir no texto a obrigatoriedade da mulher fazer consulta em um centro médico especializado antes de decidir abortar.

Pelo menos essa questão foi decidida definitivamente pelo Senado, que votou contra por 24 a 19 votos. A proposta do Partido Democrata Cristão "era humilhante para as mulheres", afirmou Dick Marty, presidente da Comissão de assuntos jurídicos do Senado, combatendo a proposta.

A versão aprovada terça-feira, 6.3, pelo Senado estipula que a mulher deverá indicar que se encontra em situação de desamparo antes de fazer um pedido, por escrito, ao médico, para abortar nas 12 primeiras semanas de gravidez.

Outras divergências persistem, no entanto, e o texto deverá voltar mais uma vez à Câmara.

swissinfo com agências



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