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Controvérsia sobre armas Fundo de pensão estatal deixa de investir em empresas de armamento

O principal fundo de pensão do Estado suíço, Publica, anunciou que pretende desinvestir de cinco empresas que produzem armas. A decisão segue-se a uma campanha nacional feita por um grupo que representa caixas pensão com investimento responsável e que estabeleceu uma lista denunciando de 15 empresas internacionais de armamento.

inspecting a Cluster Bomb Unit in the southern village of Ouazaiyeh, Lebanon, Thursday, Nov. 9, 2006

As bombas a fragmentação são conhecidas por seu efeito indiscriminado e potencial para matar e mutilar as pessoas mesmo se não explodirem imediatamente.

(Keystone)

De acordo com o noticiado na rádio pública suíça SRF, a Publica, maior fundo de pensões na Suíça, vai retirar cinco fabricantes de armas de sua carteira de investimentos e vender sua participação neles. Atualmente, a Publica tem 63 mil contribuintes e 43 mil beneficiários, principalmente funcionários públicos e funcionários das duas politécnicas federais.

A notícia é uma vitória para a Associação Suíça para Investimentos  Responsáveis (SVVK-ASIR)Link externo, que no início do ano publicou uma lista negra de 15 firmas de armamento e convidou seus membros - grandes fundos de pensão suíços - a não investir nessas empresas.

As 15 empresas são da Índia, Israel, Romênia, Rússia, Coréia do Sul e Estados Unidos. Elas incluem empresas como a General Dynamics, Lockheed Martin, Hanwha e Poongsan.

As empresas são acusadas de fabricar produtos que violam a lei suíça e convenções internacionais como a Convenção de Ottawa - proibição de minas antipessoal - e a Convenção de Oslo sobre munições a  fragmentação.

Os investimentos em cinco empresas da lista serão vendidos, disse à SRF Patrick Uelfeti, chefe de gerenciamento de portfólio do fundo de previdência estatal. 

No entanto, ele se recusou a revelar quais empresas seriam afetadas, além de sugerir que elas estavam entre as maiores na lista. 

"Queremos garantir que os ativos em que investimos na Publica não violam leis e normas suíças ou tratados internacionais", acrescentou Uelfeti.

Em setembro passado, o governo revelou que os investimentos federais em fabricantes de armas totalizavam 110 milhões de francos suíços ou 0,3% da fortuna total do fundo de previdência estatal Publica.

Iniciativa popular

A notícia vem apenas dois meses depois que o grupo pacifista "Suíça Sem Exército" lançou uma iniciativa popular para proibir o financiamento de empresas que produzem material de guerra. O grupo tem 18 meses - até 11 de outubro de 2018 - para coletar 100.000 assinaturas válidas e forçar uma votação nacional.

O texto da iniciativa quer proibir o Banco Central Suíço (BNS), e fundos de pensão de investir no setor de armas.

No passado, os bancos suíços, incluindo o Credit Suisse e o UBS, foram acusados de investimentos controversos em empresas que produzem bombas de fragmentação e minas terrestres - o que eles refutaram.

O deputado do Partido Verde, Balthasar Glättli, diz que espera que o movimento incentive outros fundos de pensão a agirem de maneira semelhante.

Mas o parlamentar do Partido do Povo Suíço (SVP), Thomas Aeschi, disse que as pessoas cobertas pelo fundo de pensão perderiam se os argumentos éticos prevalecessem sobre os critérios financeiros para investir.

"Os investimentos devem ser feitos quando o segurado recebe o retorno mais alto", disse ele à SRF.


swissinfo.ch/cg

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