Your browser is out of date. It has known security flaws and may not display all features of this websites. Learn how to update your browser[Fechar]

Copa do Mundo


"Futuro dourado para uma geração de ouro"




A Mannschat comemorando o tetra após 24 anos de jejum. (Keystone)

A Mannschat comemorando o tetra após 24 anos de jejum.

(Keystone)

Os jornais suíços comemoram nesta segunda-feira a vitória da vizinha Alemanha e a primeira vez que uma seleção europeia ganha em solo latino-americano. Um salário justo para uma equipe ofensiva.

“A Alemanha ganhou a sua quarta estrela na dor na noite de domingo contra a Argentina” diz o 20 Minutes. A vitória premia a seleção mais "chamativa" do campeonato, após um jogo bloqueado, ganho, principalmente, “pela bravura dos jogadores que se sacrificaram de corpo e alma para realizar os planos táticos destinados por seus mentores”, diz o jornal de maior tiragem da Suíça.

Para o 24 Heures, a “Alemanha impõe seu futebol ao mundo”, estampa o jornal da Suíça francesa em sua primeira página. A seleção de Joachim Löw venceu um Argentina “insubmersível” por 1-0 graças a um toque de gênio de Mario Götze para vencer a Copa do Mundo de 2014, depois de vinte e quatro anos de espera.

“O dândi, criticado em seu país por sua incapacidade de vencer com uma equipe que seduz desde 2006, finalmente conseguiu um lugar ao lado de Herberger (1954), Schön (1974) e Beckenbauer (1990), os técnicos dos três primeiros títulos”, diz.

Ficha Técnica

Alemanha - Argentina 1-0 na prorrogação

Maracanã, Rio de Janeiro. 74 738 espectadores. Árbitro: Rizzoli (It).

Gol: Mario Götze

Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels, Höwedes; Schweinsteiger; Kramer (Schürrle), Kroos, Özil (Mertesacker); Müller, Klose (Götze).

Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay, Rojo; Lavezzi (46e Agüero), Biglia, Mascherano, Perez (86e Gago); Messi, Higuain (78e Palacio).

Cartões amarelos:  Schweinsteiger, Höwedes, Mascherano e Agüero. (AFP)

Alívio

Um alívio enorme para um país acostumado ao sucesso, mas a última campanha vitoriosa remonta à Eurocopa de 1996. “Uma recompensa justa para uma seleção que atingiu as semifinais das últimas cinco fases finais (Euro e Copa do Mundo) que ela interpretou!”, exalta o jornal de língua francesa.

“Da necessidade à vitória”, intitula, por sua vez, o jornal Neue Zürcher Zeitung, de Zurique. “Embora longa e sem gols, a final, que inicialmente não parecia ajudar os alemães, acabou deixando o melhor para o fim”, diz o NZZ que comemora: “A Alemanha conseguiu. Mais uma vez. O único bom caminho para a fisionomia das finais”.

Um sucesso comemorado também por outro jornal de Zurique, o Tages Anzeiger, que prevê um “Futuro dourado para uma geração de ouro”. O futebol bonito saiu ganhando e a coragem triunfou sobre a cautela. Com a Alemanha, o mundo do futebol tem um campeão digno. Um campeão do mundo que cresceu e sempre esteve perto do troféu nesses últimos anos, diz o jornal de língua alemã.

Última cartada

Concretização também para o capitão Lahm, Schweinsteiger, Klose e Podolski, que participaram desta aventura desde o início, em 2006, e conseguiram dar a última cartada em suas carreiras na Copa, diz o La Liberté.

“A história desta final, pelo menos em suas linhas gerais, parece ter sido escrita com antecedência. Uma Alemanha dominadora, dona da bola, e uma Argentina extremamente bem organizada. A oposição de estilo deu à luz a um encontro disputado, mas certamente agradável de se ver, com um jogo alemão veloz, voltado para a frente, e uma outra velocidade individual argentina”, diz o jornal do cantão de Friburgo.

Um sucesso fruto de muito trabalho, lembra o site dos jornais L’Express e L’Impartial, de Neuchâtel, em entrevista com o técnico alemão Joachim Löw, para quem a vitória “não foi uma questão de justiça, mas sim a história de um projeto iniciado há dez anos”.

Resumo do jogo

Com um golaço de Mario Goetze no segundo tempo da prorrogação, a Alemanha acabou com um tabu histórico e conquistou o primeiro título mundial de uma seleção europeia nas Américas ao derrotar a Argentina por 1 x 0, neste domingo, no Maracanã, coroando uma campanha formidável após golear o Brasil por 7 x 1 na semifinal.

Goetze, que entrou no fim do tempo normal, matou a bola no peito dentro da área após lançamento de Schurrle e bateu para o gol sem deixar cair no chão, levando ao delírio torcedores alemães e brasileiros que se uniram contra os argentinos na final da Copa do Mundo.

O gol aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação garantiu aos alemães seu quarto título mundial, após as conquistas em 1954, 1974 e 1990. A Itália também tem quatro Copas do Mundo, uma a menos que o Brasil.

A vitória ainda desempatou um duelo individual com a Argentina, uma vez que cada equipe havia vencido uma vez nas duas finais de Copa disputadas entre elas antes: a Argentina ganhou em 1986 e a Alemanha em 1990.

Em um Maracanã lotado por 74.738 pessoas, com a torcida brasileira se juntando à alemã contra os argentinos, as duas equipes disputaram uma partida tensa mas com bom lances e chances de gols de ambas as partes, apesar do 0 x 0 no tempo normal.

Faltou para a Argentina o brilho de Lionel Messi, que não conseguiu render o esperado na primeira final de Copa do Mundo de sua carreira.

Sem poder contar com o volante Sami Khedira, que sofreu uma contusão na panturrilha no aquecimento, a Alemanha não pôde repetir a formação que goleou o Brasil por 7 x 1 na semifinal, enquanto os argentinos levaram a campo a mesma equipe que passou pela Holanda na semifinal, na disputa de pênaltis.

Desde o início as duas seleções demonstraram merecer a vaga na tão sonhada final e fizeram da decisão um espetáculo para os torcedores, entre eles celebridades internacionais e chefes de Estado. A chanceler alemã, Angela Merkel, vibrou bastante no estádio após o apito final.  (Reuters) 

×

Destaque