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Epidemia Universidade desenvolve teste para detectar coronavírus

The coronavirus has spread to some Asian countries, here is a check of an old man at Jakarta airport, Indonesia

Testes de despitagem já são realizados em muitos países asiáticos como no aeroporto de Jacarta, Indonésia.

(Keystone / Mast Irham)

Pesquisadores da Universidade de Genebra desenvolveram um teste para detectar uma nova cepa do coronavírus que se dissemina através do mundo a partir da China. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na quinta-feira (30/1) que, diante do avanço do coronavírus (2019-nCoVLink externo), passa a classificar a epidemia atual como emergência de saúde pública de interesse internacional.

Até então a OMS só declarou esse estado em casos raros como na pandemia de gripe suína em 2009, no surto de Zika em 2016 e do vírus da Ébola (em parte da África Ocidental em 2014 e na República do Congo, desde 2018). 

Segundo a agência de notícias Reuters, a comissão de saúde de Hubei, província chinesa no centro da epidemia do novo coronavírus, declarou na sexta-feira (31.01) que as mortes na província devido à doença aumentaram em 42, para 204 até 30 de janeiro. Houve mais 1.220 casos detectados em Hubei, elevando o total para 5.806, disse o documento. O anúncio de Hubei eleva o número total de mortos para a China a pelo menos 212. 

Casos de infecção por coronavírus já foram detectados em metade das províncias chineses, incluindo metrópoles como Pequim e Xangai. No total, 18 cidades na província de Hubei estão em quarentena, dentre elas Wuhan, onde começou a epidemia. Casos já foram registrados no Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Austrália e nos Estados Unidos. 

Autoridades sanitárias temam que a taxa de transmissão pode se acelerar quando milhões de chineses estiverem nas férias de Ano Novo, que gera centenas de milhões de viagens no país a cada ano. 

Segundo especialistas há dois pontos particulares que preocupam em relação ao vírus: a transmissão entre seres humanos, que foi confirmada por um pesquisador suíço, e o fato de que o vírus seja capaz de mutar facilmente e se defender. 

Testes nos aeroportos

Em meados de janeiro, pesquisadores do Hospital da Universidade de Genebra (HUGLink externo, na sigla em francês) desenvolveram um teste par ao vírus que pode detectar rapidamente se uma pessoa está doente e pode contaminar outros. 

"O vírus foi identificado. Temos agora o seu completo código genético", declarouLink externo Laurent Kaiser, chefe da divisão de doenças infecciosas no HUG à televisão pública suíça. 

O teste é bastante simples: com um cotonete retira-se muco da parte de trás da garganta ou das fossas nasais. O teste deve ser aplicado a pessoas que estão retornando de viagem da China e que apresentam sintomas de gripe, dentre eles tosse, febre, dores musculares e dificuldades respiratórias. 

"Se os sintomas são limitados, os pacientes receber os cuidados comuns. Nossa preocupação é que eles tenham pneumonia", afirmou Kaiser, acrescentando que até então não existe uma vacina ou tratamento contra o novo vírus. 

Semelhante ao SARS

Especialistas acreditam que o novo vírus surgiu no final do ano passado em animais selvagens comercializados em um mercado de Wuhan. A cidade de 11 milhões de habitantes está em quarentena desde 22 de janeiro. Horas depois, a cidade vizinha, Huanggang, onde vivem sete milhões de habitantes, declarou também quarentena.

Segundo Kaiser, o vírus é 70% similar à Síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome), uma doença respiratória viral de origem zoonótica causada pelo coronavírus SARS. Ela teria infectado oito mil pessoas entre 2002 e 2003, das quais 774 faleceram devido à doença. 

"Temos todos os elementos e ingredientes que poderiam causar uma grande epidemia em alguns países", declarou ao canal RTS. 

Encontrar uma vacina contra o vírus levara muitos anos, mas até agora não está claro se o vírus irá persistir entre humanos. "A epidemia pode também desaparecer repentinamente como surgiu", disse. 

Aeroportos suíços sem medidas especiais

Inúmeros países, dentre eles os Estados Unidos, aplicaram medidas especiais para controlar turistas que entram no país vindos da China, especialmente se a estadia ocorreu na província de Wuhan. Até então as autoridades chinesas não cancelaram os voos da região. 

"Apesar de existirem ainda conexões de Wuhan para a Europa (Londres, Paris e Roma), o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças consideram que o risco de importação é moderado, incluindo para a Suíça", afirmou o ministério suíço da SaúdeLink externo, acrescentando que não há medidas previstas para turistas que retornam de países asiáticos nos aeroportos nacionais. 

A Suíça "está bem preparada", declarou Alain Berset, no Fórum Econômico Mundial (WEF) na semana passada. O ministro suíço do Interior também afirmou que o país participa dos esforços internacionais para lutar contra a pandemia como o fez também durante a crise da Ébola. 


Adaptação: Alexander Thoele, swissinfo.ch

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