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Do clássico às contemporâneas, o suíços são apaixonados pela leitura. O país tem uma tradição literária que se estende pelas quatro línguas nacionais.

 (Keystone)
(Keystone)

A leitura é um dos passatempos mais populares da Suíça. De acordo com um estudo realizado pela Secretaria Federal de Estatísticas em 2008, 81% das pessoas entrevistadas disseram ter lido pelo menos um livro nos últimos 12 meses.

Os principais centros suíços da indústria de editoração encontram-se localizados em Zurique e em Basileia. Cheque o site da Associação de Comerciantes de Livros e Editores Suíços em língua alemã. Uma vista ampla das quatro literaturas no país pode ser consultada nesta página do guia.

Presentemente, existe a União Associativa de Autores Suíços em alemão, francês, e italiano. Autores reto-românicos estão incluídos também.

Escritores em idioma francês

Era suíço um considerável número de escritores de língua francesa dos séc. XVIII e do começo do séc. XIX. O mais famoso deles, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), nasceu e cresceu em Genebra. E Germaine de Stael (1766-1817), apesar de ter nascido e crescido em Paris, era originário da Família Necker de Genebra, tendo se mudado para Coppet na Suíça, exilando-se de Napoleão. Já Benjamin Constant (1767-1830), um escritor intimamente ligado a Madame de Staël, nascera em Lausanne.

Considerando-se os tempos mais recentes, os autores suíços de língua francesa incluem Charles Ferdinand Ramuz (1878-1947), cujos romances descrevem as vidas dos camponeses e dos habitantes alpinos. Ou ainda Blaise Cendrars (1887-1961), que preferiu fixar residência em cidades grandes, como Paris. Suas obras estabeleceram-se na literatura francesa, mas, frequentemente, se esquece que ele foi suíço. Mais tarde, Jacques Chessex (1934-2009) também tornou seu nome famoso na França ao ganhar o Prêmio Goncourt em 1973.

Escritores em idioma alemão

A literatura suíça em idioma alemão inclui os autores clássicos Jeremias Gotthelf (1797-1854), um clérigo que escreveu sobre a vida campestre na região do Emmental e o romancista Gottfried Keller (1819-1890), que na verdade era contra a ideia de uma literatura suíça – ele se autoconsiderava um escritor da literatura alemã.  

O personagem mais famoso da literatura suíça de lingua alemã, i.e, em qualquer outra lingua nacional, é,sem sombra de dúvidas, Heidi. Heidi é a heroína de um dos livros infantis mais famosos do mundo. Sua criadora foi Johanna Spyri (1827-1901).

Robert Walser (1878-1956) é um escritor suíço do começo do séc. XX. Hermann Hesse (1877-1962), autor de Sidarta, Narciso e Goldmund, o Lobo da Estepe e O Jogo das Contas de Vidro, entre tantas outros, foi um escritor alemão que se naturalizou suíço em 1923. Um outro escritor alemão, que viveu durante longos períodos na Suíça, foi Thomas Mann, transformando famosa a cidade de Davos com seu romance A Montanha Mágica.

As figuras mais conhecidas da literatura suíça de lingua alemã na segunda metade do séc. XX são Max Frisch (1911-91), cujas obras incluem Homo Faber, Biedermann e os Incendiários e Stiller, e Friedrich Dürrenmatt (1921-90), autor de peças como  Os Físicos e A Visita da Velha Senhora. Dürrenmatt pode ser visitado no Centro Dürrenmatt de Neuchatel.

Escritores em lingua italiana

Escritores suíços em lingua italiana tendem a permanecer intimamente ligados à tão bem conhecida vizinha Itália. O escritor mais famoso desta linha foi Francesco Chiesa, que era tanto poeta como proseador. Vale aqui uma menção a outros dois poetas: Giorgio Orelli e Alberto Nessi, bem como às escritoras Anna Felder e Fleur Jaeggy. Giorgio Orelli foi premiado com a distinção literária suíça de maior valor, o Prêmio Schiller, uma honra compactuada tanto por Dürrenmatt quanto por Frisch.

Escritores em lingua reto-românica

A literatura em reto-românico existe desde o séc. XVI. Ela vem sendo escrita em diversas formas de dialetos já sedimentados. No começo do séc. XX, os trabalhos foram compilados em uma grande antologia com o nome de Chrestomathia, por Caspar Decurtins, linguista e escritor.

Escritores distintos e modernos da língua reto-românica incluem ainda o romancista Clà Biert, natural do Engadin, e a poetisa Luisa Famos, aos novelistas Gion Deplazes, Theo Candinas, Toni Halter e o contista Gian Fontana que publicam em um dialeto do reto-românico, em sursilvano. Dentre os escritores contemporâneos que merecem distinção, destacam-se o romancista Leo Tuor e o jovem escritor Arno Camenisch, ambos naturais de Surselva.

swissinfo.ch

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