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Estafa se amplia e ameaça as empresas

Sobrecarga e trabalho e falta de interação com os colegas são fatores de risco.

(Keystone)

A estafa profissional (burn-out, em inglês) ameaça cada vez mais os trabalhadores. Segundo especialistas reunidos recentemente na Suíça, é melhor prevenir do que tratar.

Os executivos e setores como a saúde, o ensino e o jornalismo são os mais expostos ao fenômeno.

A estafa profissional (burn-out na denominação em inglês) é um risco freqüentemente subestimado e que tem um custo, constata a Secretaria Federal de Economia (Seco) e Promoção Saúde Suíça, organizações que reuniram especialistas em um congresso nacional realizado em Friburgo, Suíça.

É preciso portanto incentivar a prevenção, ou seja, aprender a detectar os sinais de advertência, diretamente dentro das empresas, afirma Peter Richter, professor de psicologia do trabalho na Universidade de Dresde, na Alemanha.

Mesmo se há pesquisas a respeito, uma enquete do Instituto de Jornalismo de Dortmund, também na Alemanha, revelou que 25% dos jornalistas questinados se sentiam "saturados".

Segundo um estudo feito na Suíça, um executivo em cada cinco está ameaçado pela sobrecarga. Outro estudo da Seco indica que o custo do estresse e da estafa na Suíça é de 4,2 bilhões de francos suíços por ano.

Toda a hierarquia é atingida

«Uma das principais causas do burn-out é a perda da reciprocidade nas interações sociais, quer dizer, quando se dá mais do que recebe", explica Peter Richter a swsissinfo.

"Isso ocorre em todos os níveis hierárquicos, das telefonistas aos professores, setores sociais e médicos até os executivos de médio escalão em geral".

Peter Richter constata que a síndrome atinge também os trabalhadores temporários, com menos segurança do emprego. O desenvolvimento desse tipo de organização do trabalho (contratos temporários, a domicílio etc) agrava a situação, de acordo com o especialista.

Custos pessoais e econômicos

A estafa profissional acarreta gastos médicos consideráveis, mas uma parte importante dos custos é calculada em ausência do trabalho e em queda da produtividade. De um problema médico e particular, torna-se um problema econômico, afirma a Seco.

Essa síndrome pode ser vista como a incapacidade de um indivíduo a responder às exigências do trabalho ou como conseqüência de uma organização e outras condições de trabalho problemáticas.

"Essas duas categorias de fatores estão ligadas mas as condições de trabalho são a causa essencial", explica Hans Kernen, psicólogo e consultor de empresas.

Exigências em demasia, sobrecarga de trabalho, pressões ligadas aos horários de trabalho e a prazos, falta de liberdade de ação de possibilidades de desenvolvimento, imprecisão nas atribuições, falta de apoio ou de transparência, ambiente de trabalho ruim e insegurança do emprego, todos esses elementos são fatores de risco.

Humanizar o trabalho

Reação ao estresse crônico, a estafa se caracteriza por uma atitude de distância em relação ao trabalho, baixa da eficiência e cansaço geral.

Mudanças psíquicas e de comoportamento, lombalgias, dores de cabeça crônicas, distúrbios digestinos e do sono e problemas cardiovasculares são sempre um alerta.

Prevenir é melhor do que curar, os empregadores podem tomar uma série de medidas: redução do horário de trabalho e contratação de pessoal, melhor organização etc. Melhor ainda seria a humanização do trabalho como arma contra o fenômeno, precisam os especialistas.

swissinfo com agências

Breves

- O burn-out é uma estafa emocional, psíquica e física.

- A síndrome surge com a sobrecarga de trabalho.

- Acarreta distância em relação ao trabalho e, portanto, baixa do rendimento.

- Segundo enquete recente, mais de um terço dos trabalhadores na Suíça, sobretudo os jovens, se declaram muito estressados.

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