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Depois de um ano em vigor, o chamado "regime de prazo" não provocou o aumento do número de abortos voluntários (IVG), como previam seus críticos.

Com 7,5 IVG por mil mulheres de 15 a 44 anos, a taxa de abortos na Suíça está entre as mais baixas do mundo.

A tendência está no estudo divulgado terça-feira (29.9) pela União Suíça pela Discriminação do Aborto (USPA, baseado em dados fornecidos por 25 dos 26 cantões (estados) suíços. Apenas um (Turgóvia) recusou-se a fornecer seus números.

A USPDA estima em 11.500 o número total de interrupções voluntárias de gravidez (IVG) para o ano de 2002, número comparável ao dos anos anteriores.

Antes da entrada da nova lei, em outubro de 2002, houve grande polêmica e forte oposição na Suíça. Mesmo assim, aprovada em votação popular, ela autoriza o aborto durante as 12 primeiras semanas de gravidez.

Além disso, a nova lei permitiu diminuir consideravelmente, segundo especialistas, o "turismo do aborto" dos cantões mais restritivos para os cantões mais liberais, que existia antes da lei federal.

Os efeitos da pílula

Uma mudança de atitude começou a ser notada no final dos anos 60, portanto muito antes da entrada em vigor da nova lei.

Nos anos 50 e 60, a estimativa era de 50 mil abortos ilegais por ano, na Suíça; eles praticamente desapareceram. Quanto às IVGs legais, elas eram de 14 a 16 mil nos anos 70; atualmente são menos de 12 mil, uma redução pelo menos 15%.

Os progressos são atribuidos à introdução da pílula anticoncepcional, a partir de 1961, além da educação sexual e de um trabalho realizado nos centros de planejamento familiar.

Problema de estatísticas

Parte dessa redução deve-se ainda a mudanças no sistema de registro. Com a entrada em vigor da nova lei (1° de outubro de 2002), nos hospitais de várias regiões passou-se a registrar o número de intervenções e não somente o número de pedidos.

Como muitas mulheres decidem não abortar depois que fazem o pedido, os registros antigos continham artificialmente um número maior de abortos.

Sucesso da pílula abortiva

"Cada vez mais, as IVG são praticadas mais cedo, nas sete primeiras semanas de gravidez", observa a USPDA. Em 2002, quase 40% das intervenções ocorreram através da pílula abortiva RU 486. Em 2001, eram de 28%.

Depois da 13a semana, permanecem em vigor as normas anteriores à nova lei, ou seja, o aborto só é admitido se um parecer médico indica risco grave para a saúde ou psíquica da mulher.

Mulheres estrangeiras

O número de IVG praticadas em adolescentes é muito baixo na Suíça, comparado ao de outros países. Dois terços dos abortos voluntários ocorrem com mulheres de mais de 25 anos.

Mais de 60% dos casos são devidos a problemas com a contracepção que não funcionou, segundo o estudo da USPDA.

"Este ano, como nos anteriores, aproximativamente 50% dos abortos voluntários foram de mulheres estrangeiras, enquanto elas representam apenas 25% das mulheres em idade de procriar", na Suíça, constata o USPDA.

Portanto, é nessa categoria da população é que o trabalho de prevenção precisa ser melhorado.

No entanto, será necessário observar os dados durante vários anos para avaliar melhor o "regime de prazo", adotado há um ano.

Com 7,5 IVG por mil mulheres de 14 a 44 anos, a taxa de aborto na Suíça está entre as mais baixas do mundo.

swissinfo e agências

Breves

- 72,2 % do povo suíço aceito a nova lei do aborto na votação de 2 de junho de 2002.

- A nova lei entrou em vigor dia 1° de outubro de 2002.

- Nas primeiras 12 semanas, a mulher pode decidir se quer abortar ou não.

- A partir da 13a semana, é necessário um parecer médico.

- Os abortos voluntários passaram de 14 a 16 mil, em 1970, a menos de 12 mil, em 2002.



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