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18.01.2017 16:00 Salvar o clima "é mais urgente do que nunca"

Christiana Figueres, uma das responsáveis pela negociação do acordo climático COP 21 em Paris, está "extremamente preocupada" com a política ambiental defendida pela equipe do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ela defende que as nações se esforcem mais para implementar as medidas decididas no acordo de 2015.

Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, durante seu discurso no pavilhão do Instituto de Pesquisa da Neve e Avalanches em Davos (WSL)

Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, durante seu discurso no pavilhão do Instituto de Pesquisa da Neve e Avalanches em Davos (WSL)

(Keystone)

Presente em um evento no Instituto de Pesquisa da Neve e Avalanches em Davos (WSL), Figueres que chegou o momento de tirar a agenda do clima das classes políticas e levá-la às empresas, investidores e ao público geral.

A COP 21 tem por fim reduzir as emissões de gases de efeito estufa e

O acordo determina que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta sofra uma elevação "muito abaixo de 2°C", mas "reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C".

Figueres foi secretária-executiva da Conferência das Partes sobre o Clima da ONU (COP) entre 2010 e 2016, quando foi assinado a COP 21. Sua principal inquietação é que a tendência de protecionismo possa frear esses objetivos.

"Os governos nacionais terão conflitos entre si", previu durante o evento. "Tenho uma grande preocupação com o próximo governo dos EUA."

"Precisamos mudar o ônus de ação do discurso política às pessoas que podem realmente fazer uma diferença: as empresas, cidades e investidores."

O pavilhão do WSL reúne cientistas presentes ao encontro em Davos e tem como principal missão informação sobre os riscos que correm atualmente as regiões polares do planeta. Outro palestrante no evento foi Al Gore. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos alertou que as mudanças climáticas poderão provocar "refugiados do clima", adicionando mais instabilidade política e social no mundo.

Em contraste, resolver o problema do clima poderia criar inúmeros empregos e impulsionar as economias em todas as partes do mundo, defendeu.

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