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Parlamento federal Esquerda e verdes avançam nas eleições de 2019

Woman at a lectern and show of hands with green cards

A presidente do Partido Verde na Suíça, Rgula Rytz, discursa durante uma convenção em 12 de janeiro de 2019. As pesquisas indicam que a esquerda conquistarmais votos nas eleições parlamentares.

(© Keystone/Urs Flüeler)

As eleições federais ocorrem no domingo na Suíça. As pesquisas de  opinião indicam avanços consideráveis para os partidos de esquerda e os verdes.

O Conselho NacionalLink externo (Câmara dos Deputados) compõe-se de 200 deputados. Já o Conselho dos EstadosLink externo (Senado) são 46. Nas eleições de 2019 há não apenas um número recorde de candidatos (mais de 4.600), mas também de mulheres (aproximadamente 1.900). Dentre os candidatos, 73 são suíços do estrangeiro, ou seja, não vivem na Suíça, mas disputam um mandato.

As pesquisas de opinião indicam aumento da bancada do Partido VerdeLink externo e do Partido Verde LiberalLink externo, mais de centro. O Partido do Povo Suíço Link externo(SVP, na sigla em alemão) poderá cair alguns pontos percentuais, mas continuará a ser a força majoritária no Parlamento federal. Em 2015 chegou a ter 29,4% dos votos.

Na última sondagem, os verdes e o Partido Democrata-CristãoLink externo (centro) estavam disputando páreo a páreo em termos de percentagem dos votos (10%-11%) enquanto o Partido SocialdemocrataLink externo (aproximadamente 18%) e o Partido LiberalLink externo (16%) lutam pela segunda posição atrás do SVP.

No entanto, não é provável que haja grandes mudanças na balança de poder. O Parlamento suíço é tradicionalmente dominado pelos quatro principais partidos. Eles dividem entre si os sete assentos no Poder Executivo (Conselho Federal) segundo um acordo firmado há muitos anos.

Em 11 de dezembro, o novo Parlamento deverá eleger e, como é costumeiro, confirmar os membros atuais do Conselho Federal por um período de quatro anos.

A campanha eleitoral foi relativamente modesta, mesmo para padrões suíços. Isso deve-se, em parte, ao fato de o SVP não ter conseguido dominar o debate político como ocorreu nas últimas eleições, quando os temas dominantes eram as relações com a União Europeia ou a questão migratória.

Dessa vez a agenda foi dominada pelo debate sobre as mudanças climáticas. Inúmeros protestos ocorridos em todo o país seguramente politizaram uma geração mais jovem nas áreas urbanas.

A chamada "greve das mulheres" ocorrida em junho, também contribui para o resultado das eleições ao impulsionar o número de candidatas ao Parlamento. Críticos consideram que as eleições são uma boa oportunidade para trazer mais mulheres ao poder, hoje pouco representadas na política nacional. Apenas 33% dos assentos no Conselho Nacional e 13%, no Conselho dos Estados, são ocupados por mulheres.

Os dois temas - a proteção do meio-ambiente e a luta pela igualdade de direitos - mobilizam os eleitores e poderão levar elevar consideravelmente a participação eleitoral. As pesquisas indicam que esta poderá superar a marca dos 50%, o que seria um recorde dos últimos 40 anos.

Os observadores também observaram uma maior ênfase na campanha digital, embora os cartazes e o contato porta-a-porta ou por telefone tenham permanecido ferramentas fundamentais para os partidos.

Segunda rodada

Os resultados finais das eleições do Conselho Nacional serão publicados no final do domingo. O Conselho dos Estados poderá ter um segundo turno em meados de novembro caso candidatos não obtenham mais de 50% dos votos em um dos 26 cantões para o qual se candidataram no primeiro turno. 

O Partido Democrata-Cristão e o Partido Liberal geralmente detêm a maioria dos assentos no Conselho dos Estados. No sistema político do país, as duas câmaras são equiparadas em termos de poder.

Números

O colégio eleitoral da Suíça é formado por 5,3 milhões de eleitores. Ao contrário da última eleição, em 2019 o voto eletrônico não será utilizado após desistência do governo de continuar o desenvolvimento do projeto. A principal preocupação foram questões ligadas à segurança.

Suíços residentes no exterior e registrados nos consulados estão habilitados a votar nos candidatos ao Conselho Nacional e, em alguns cantões, também do Conselho dos Estados.

O Parlamento suíço tem 246 assentos. 

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Adaptação: Alexander Thoele

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