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Ritzmann


Da vocação comercial à tradição em Joinville


Por ielusc.br


Um dos lugares preferidos de Ivo Ritzmann: sua sala de estar. ()

Um dos lugares preferidos de Ivo Ritzmann: sua sala de estar.

A bordo do navio “Emma Louise”, Jacob Ritzmann, Anna Maria Hablutzem e os nove filhos partiram de Hamburgo rumo a uma terra desconhecida.

Leia aqui mais uma história do especial realizado pelos estudantes de jornalismo da IELUSC sobre a colônia suíça de Joinville.

Era fevereiro de 1851, mas a tradição de repassar a história de pai para filho deixou viva a imagem que  Ivo Ritzmann, da quarta geração da família, faz questão de reconstituir.

De fala calma e pausada, o mais antigo representante da família em Joinville conserva parte da tradição em imagens e no brasão dos Ritzmann, onde está impressa em letras garrafais a história dos antepassados do economista e bancário aposentado. 

A história dos Ritzmann na cidade é composta por passagens de decepção e consagração. Eles chegaram ao destino em julho de 1851, mas não gostaram do que encontraram na Colônia dona Francisca. Os imigrantes esperavam achar uma cidade com muitas plantações, mas só viram cabanas de barro em uma pequena clareira em meio à floresta. O alojamento era improvisado nas chamadas “casas de recepção”, até que as moradias de cada família pudessem ser construídas.

Durante os primeiros meses no novo país, os imigrantes recebiam uma ajuda de custo para a alimentação. O trabalho na abertura de picadas e caminhos era um subsídio extra.  O armazém “Abrira Eduard Shroeder” era o local procurado pelos europeus para a compra dos mantimentos de necessidade.

A maioria dos suíços que chegavam à Colônia tinha pesadas dívidas, assumidas contratualmente com as comunidades de origem e com a Sociedade Colonizadora de Hamburgo. Isso influenciou de forma decisiva a vida dos imigrantes, já que grande parte do valor que recebiam era utilizada para ressarcir os débitos junto à Colônia e com a compra de mantimentos, ferramentas e roupas.

A economia da Colônia era baseada na produção agrícola, mas as terras muitas vezes não eram tão férteis, e as colheitas não rendiam o esperado. Além disso, não havia como escoar a produção. Foi nesse momento que o artesanato e o comércio surgiram como tendência, inclusive para a família Ritzmann.

 

Sangue também dos  Vogelsanger

Ivo conta que é filho de pai e mãe suiços: Alfredo e Adele Vogelsanger. A origem do sobrenome da mãe é de uma pequena aldeia chamada Beggingen, situada no cantão de Schaffausen, norte da Suíça. A família decidiu vir para o Brasil em março de 1852.

Em uma reunião familiar, Johann juntamente com a esposa Veronika, da família Greutmann, e os dois filhos, Jacob e Michael, de 4 e 5 anos, venderam pertences e partiram para a Colônia. Chegando ao destino, fixaram residência na Estrada dos Suíços.

Dez anos mais tarde, após a morte de Johann, os filhos e a mãe adquiriram outra propriedade na Estrada dos  Morros, que até hoje pertence aos descendentes.

 

Trabalho

De acordo com Ivo, o pai continuou a tradição da família de trabalhar em comércios e passou grande parte da vida como funcionário dedicado ao comércio Stein. Ele diz que, apesar de alguns conhecidos da Suíça terem vindo visitá-lo, nunca viajou para a cidade, mas guarda como lembrança dos antepassados uma cômoda e uma lâmpada da época em que os familiares vieram da cidade.

Hoje, Ivo é bancário aposentado. Aos 71 anos, faz questão de lembrar que é de uma época diferente. “Sou de uma geração que sofreu muito com os impactos e mudanças”, diz.  Casado há 44 anos com Ingrid Wagner, ele atua no Centro Cultural Brasil-Alemanha, do qual é sócio-fundador.

Suíça e Brasil

O número de suíços do estrangeiro aumentou nos últimos anos. No final de 2010, 695.101 cidadãos helvéticos estavam registrados nas representações diplomáticas da Suíça no exterior, 1,5% a mais do que no ano anterior.
 
A primeira colônia suíça no Brasil foi estabelecida em Nova Friburgo entre 1818 e 1819. A maior da imigração ocorreu entre os anos 1846 e 1920.
  
Em 2010, as exportações da Suíça ao Brasil totalizaram 2,31 bilhões de francos. As importações somaram 849 milhões. O Brasil é o principal parceiro econômico da Suíça na América Latina.
 
No final de 2009, o estoque de investimentos suíços no Brasil era de 12,8 bilhões de francos.
 
O número de pessoas ocupadas por empresas suíças no país era de 105.900 (2009).
 
Número de cidadãos suíços no Brasil: 14.794. Brasileiros na Suíça: 17.455 (2010)
 
Fontes: Secretaria de Estado para Economia (Seco)

ASO

Fundada em 1916, a Organização dos Suíços do Estrangeiro (OSE) representa na Suíça os interesses dos compatriotas expatriados. Ela é reconhecida pelas autoridades como a porta-voz da chamada 5a. Suíça.
 
O Conselho dos Suíços do Estrangeiro (CSE) é considerado como o parlamento da 5a. Suíça. Ele se reúne duas vezes por ano - na primavera e durante o congresso anual dos suíços do estrangeiro

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