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Turismo: mais estrangeiros e menos nacionais

Indústria do turismo aposta na vinda de mais chineses à Suíça.

(Keystone)

Turismo apresenta bons resultados, mas o setor luta contra problemas estruturais como a preferência dos suíços por destinos no exterior ou de marketing.

Empresários apostam na vinda de mais estrangeiros, sobretudo da Ásia. Até 2015, país deve receber até 800 mil turistas chineses anualmente.

Turismo continua sendo um bom negócio, mas tem problemas. Essa é a primeira conclusão tirada no encontro anual organizado em Lausanne pela Schweiz Tourismus (ST, na sigla em alemão), um órgão semi-estatal voltado à promoção de um dos setores mais importantes da economia suíça.

"Estamos dando a volta por cima da crise", declara otimista o diretor Jürg Schmid. As estatísticas mostram que o número geral de pernoites caiu em 2004, porém ele explica que o problema está na queda de 2,8% do turismo interno. Afinal, os suíços estão preferindo passar suas férias em destinos mais baratos ou quentes.

Mas nem tudo é má notícia. A Suíça recebeu no ano passado 1,7% mais turistas estrangeiros. Ao mesmo tempo, o faturamento no setor cresceu 2%, o que significa que as pessoas estão gastando mais nas lojas, hotéis e estações de esqui.

Nesse sentido, é fácil de entender o alívio. O terrorismo, a gripe asiática e a guerra no Iraque foram os fatores que prejudicaram o turismo mundial nos últimos anos, inclusive na Suíça, mas parece que já foram superados.

Esperança na China

Para muitos empresários do turismo, a esperança está no grande país asiático. Desde que a Suíça facilitou o procedimento de pedido de vistos, o número de turistas chineses praticamente dobrou em 2004. As estimativas falam de 230 mil visitantes no ano passado.

Schweiz Tourismus espera que a suíça esteja recebendo mais de 800 mil turistas chineses por ano até 2015. Nesse sentido a organização já instalou escritórios de representação em Pequim e Hongkong e, recentemente, também em Shangai.

O investimento compensa, pois o turista chinês já está alcançando os japoneses no quesito "poder de compra". Em média, ele permanece 1,7 dias na Suíça e gasta 450 francos por dia. "Eles compram bastante, sobretudo produtos suíços, o que garante empregos no país", explica Jürg Schmid.

Problemas no turismo

Apesar do otimismo, os especialistas do setor reconhecem que o turismo na Suíça sofre de diversos problemas.

O maior deles é estrutural: - "nós temos no nosso país uma quantidade muito grande de regiões turísticas, sendo que cada uma tem as suas próprias associações ou órgãos de promoção turísticos", analisa Schmid. "Não existe um trabalho coordenado entre elas, assim como muitos hotéis também não estão integrados em sistemas de reservas".

A solução, na opinião do diretor da Schweiz Tourismus, é fazer pressão política para que as subvenções oficiais dadas ao setor sejam acopladas a exigências. "Isso já ocorre no Tirol", justifica Schmid.

Outro problema são os preços. Num país onde o custo de vida é um dos mais altos da Europa, existem poucas alternativas para o viajante econômico. Nesse sentido, o órgão sugere a criação de ofertas no esquema "last-minute": quartos vagos em hotéis seriam alugados dessa forma por preços reduzidos aos turistas que se decidem na última hora.

swissinfo com agências

Fatos

Em 2003 o turismo na Suíça gerou negócios da ordem de 22,2 bilhões de francos.
Desse montante, 12,6 bilhões de francos foram graças à vinda de turistas estrangeiros.
A indústria do turismo é responsável por 5,2% do PIB helvético, sendo mais importante do que a relojoaria e a indústria têxtil.

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