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"Nós outros": suas histórias são nossa história

Quase1,6 milhão de estrangeiros vivem na Suíça, 21% da população.

(Keystone)

De 7 a 13 de abril de 2008, a Sociedade Suíça de Radiodifusão (SRG SSR idée suisse), da qual swissinfo faz parte, dedicou uma semana especialmente ao tema da integração de estrangeiros na sociedade helvética. Leia aqui alguns artigos e reportagens selecionados para o especial.

Sob o título «Wir anderen – nous autres – noi altri – nus auters», nos quatro idiomas nacionais, a SRG SSR idée suisse dedica pela primeira vez uma semana temática dedicada aos mais de um milhão e meio de estrangeiros residentes na Suíça (21% da população).

O objetivo da operação é dar uma contribuição editorial à integração dos imigrantes. Delicada e por vezes controversa, a questão tomou uma nova dimensão nos últimos anos devido o aumento da mobilidade.

Um país de imigração

Durante muito tempo terra de emigração - durante o século XIX, milhares de suíços deixaram os vales alpinos do Ticino, do Valais e dos Grisões e partiram para a América - a Suíça tornou-se, ao longo do século XX, um país de imigração.

Sua situação geográfica no centro da Europa e uma forte necessidade de mão-de-obra, por exemplo durante a construção das ferrovias do Simplon e do Gotardo, trouxeram para a Suíça um grande número de migrantes.

Esse afluxo continua no terceiro milênio. A diversificação da origem dos estrangeiros e as razões que os forçam a deixar seus países, sejam de ordem econômica, social ou política, contribuíram para o enriquecimento cultural da Suíça. Mas esses movimentos de população também provocaram problemas de integração.

Tudo sobre a integração

Em um relatório de 2007, o Conselho Federal (governo suíço) afirma que "considerando a importante proporção de estrangeiros em relação à população residente, pode-se afirmar que a integração dos estrangeiros é um sucesso." Apesar disso, várias polêmicas recentes surgiram, por exemplo sobre a difusão do islã, a criminalidade dos jovens estrangeiros ou um cartaz de campanha política da União Democrática do Centro (UDC) - maior partido do país e o mais à direita dos grandes partidos - em que carneiros brancos expulsam a coices um carneiro preto do mapa da Suíça. Esses exemplos demonstram que a coabitação multiétnica comporta vários desafios.

De um lado, "certos migrantes parecem não querer aceitar as leis em vigor e os costumes do país, sublinha a SRG SSR idée suisse em uma brochura publicada para esta ocasião; de outro, nossa sociedade tem dificuldade em aceitar o outro como pessoa de cultura e ética diferentes.

Por ocasião desta semana de integração, as rádios, televisões e portais multimídia do serviço público suíço têm a intenção de explorar diversas facetas da realidade multicultural da Suíça, através de reportagens, análises e debates.

Os outros e sua história

Sensível ao tema da migração e da integração, swissinfo também terá artigos sobre as relações entre estrangeiros e suíços no mundo do trabalho, da escola, do lazer e na vida cotidiana.

As modalidades segundo as quais os estrangeiros são integrados no tecido sócio-econômico helvético e as repercussões da política migratória sobre a reputação e a imagem da Suíça no estrangeiro são elementos centrais do mandato internacional de swissinfo.

Cada uma das nove redações de swissinfo foi ao encontro das diversas comunidades de estrangeiros, com um quadro variado e surpreendente da integração na Suíça. O resultado é a descobrir durante esta semana em swissinfo.ch

swissinfo, Luigi Jorio

Fatos

Quase 1,6 milhão de estrangeiros viviam na Suíça no final de 2007. Eles representam 21% da população.

87% dos estrangeiros residentes na Suíça têm a nacionalidade de um paí europeu.
Os italianos são a comunidade mais numerosas (291.600 pessoas).

Seguem-se os sérvio-montenegrinos (191.800), os portugueses (173.500), os alemães (172.500) e os turcos (73.900).

Genebra é o cantão onde a população estrangeira é a mais numerosa (34%). No nível comunal, é a comuna de Renen, no cantão de Vaud, que tem mais estrangeiros (53%).

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