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800 mil adultos têm muita dificuldade para ler

Uma pessoa com dificuldade para ler, também tem dificuldade para se integrar. Keystone

Na Suíça, um em cada seis adultos têm grandes problemas de leitura e um em cada doze têm dificuldades de conversar na língua local. A constatação é da Divisão Federal de Estatísticas.

Este conteúdo foi publicado em 25. julho 2006 - 20:00

O estudo afirma também que os novos imigrantes, melhor formados do que as gerações precedentes, não são distinguem dos suíços.

Eles são 800 mil ou 16% da população na faixa étaria dos 16 aos 65 anos que não podem ler e compreender um texto simples. Cerca de 400 mil dessas pessoas (8%) não são capazes de conversar na língua da região onde vivem na Suíça.

Falando claramente, uma parte importante da população residente na Suíça tem severas lacunas nas competências de base, constatou terça-feira (25/7) a Divisão Federal de Estatísticas (OFS).

Segundo o estudo, vários fatores explicam essa situação: nível de formação, idade, sexo, nascimento ou não na Suíça, nível de formação dos pais, etc. O estudo divulgado agora precisa e detalha os resultados publicados em 2005 no relatório internacional «Adult Literacy and Lifeskills Survey» (ALL ).

Segundo a publicação, com o mesmo grau de formação, os resultados das mulheres são inferiores aos dos homens em cálculo mas são praticamente os mesmos em compreensão de texto.

Uma formação mais avançada e a menor valorização profissional podem explicar essa situação, estima a OFS.

Melhor na Suíça alemã

Nos anos 90, uma outra pesquisa (IALS) havia medido, na Suíça e em outros vinte países, as competências em compreensão de texto da poulação adulta.

Constatação: o desempenho médio dos países que participaram das duas pesquisas praticamente não mudou. A OFS constatou até uma evolução "modesta e diferenciada".

Os resultados da Suíça de expressão alemã melhoraram e a pesquisa notou em todas as regiões uma diminuição da proporção dos desemprenhos muito negativos - associados ao iletrismo.

Ao comparar os dois estudos, os pesquisadores estimam que os fato de ter nascido há mais tempo, quando a educação era menos desenvolvida, é a primeira explicação para os problemas de leitura.

Antigos e novos imigrantes

Nos âmbitos da cultura local, da língua regional e do capital social, os imigrantes, tanto antigos como novos, estão geralmente em posição de inferioridade, constata a OFS.

Na Suíça, 26% da população adulta é constituída de imigrantes. Segundo a OFS, os novos imigrantes - que chegaram nos últimos cinco anos - são geralmente muito qualificados, contrariamente aos mais antigos que, em média, só tinham uma formação escolar rudimentar.

Essa condição de antigo imigrante, aliás, é o fator determinante dos fracos resultados de leitura na Suíça romanda (de expressão francesa) e na Suíça italiana

Na Suíça alemã, a situação é diferente, porque é o desconhecimento das línguas locais (os diabeletos suíços-alemães) que explica as dificuldades de leitura.

Em contrapartida, em toda a Suíça os novos imigrantes têm desempenho claramente superior aos antigos. Melhor ainda, eles não se distiguem dos adultos nascidos na Suíça, na mesma região linguística.

Esses imigrantes recentes também têm a vantagem de poder conversar em uma maior variedade de idiomas do que os nativos.

Mais livros e eletrônica

A OFS constata ainda a importância das competências de base na vida cotidiana.
Eles tendem a conseguir empregos melhor remunerados e menos expostos à precariedade e à periculosidade.

As pessoas dotadas de bons conhecimentos de base lêem mais livros, participam mais de atividades comunitárias e de utilidade pública.

Sem surpresa, essas pessoas utilizam mais freqüentemente e melhor os computadores e outros meios modernos de comunicação - celulares, Bancomat, calculadoras, etec. Em geral, elas também se sentem em melhor estado de saúde.

swissinfo com agências

A pesquisa

- a pesquisa ALL (Adult Literary and Lifeskills Survey) resulta de uma colaboração intensiva entre vários países e instituições.

- Além da Suíça, ela foi feita em 2003 na Noruega, Itália, Estados Unidos, Canadá, Bermudas e no estado mexicano de Nuevo León. Em 2006, ela é feita na Holanda, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul e Hungria.

- Na Suíça, a pesquisa ALL foi feita pelo Departamento Federal de Etatísticas (OFS). Ela mediu a competência de base dos adultos em várias áreas: leitura e compreensão de textos, matemática cotidiana, capacidade de entender e de resolver problemas.

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